Atletas de alto rendimento de Marília aprovam o adiamento das Olimpíadas

Através de sua rede social, o mariliense Thiago Braz, campeão olímpico do salto com vara em 2016, também se posicionou favorável ao adiamento

Por Jorge Luiz/foto: Divulgação

As Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio 2020 foram oficialmente adiadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) ontem (dia 24), por causa da pandemia de coronavírus. A reportagem JM entrou em contato com alguns atletas de Marília, que disputaram a edição dos Jogos em 2016 no Rio de Janeiro, sendo que parte deles já possui vaga garantida.

A nota oficial do COI não informa uma nova data para as competições, que começariam em julho e agosto, respectivamente, mas diz que deverão ocorrer até o verão de 2021. Semifinalista em 2016 nos 110 metros com barreiras, o mariliense João Vitor de Oliveira, que compete pelo Benfica (Portugal), achou excelente a decisão de adiamento das Olimpíadas.

“Acho que eles demoraram em tomar essa decisão. Nós atletas tiramos um grande peso das costas com o adiamento, pois todo mundo ainda estava treinando como se os Jogos fossem começar no dia 24 de julho e as competições classificatórias fossem até maio. Nesse momento de pandemia, com os locais para treinos fechados, muitos atletas estavam se arriscando ao realizar a preparação e não só por estar em locais abertos, com o perigo do contágio, mas treinar em condições que não são as ideais para atletas de alto rendimento, correndo o risco de lesões”, declarou ‘João da Barreira’, que ainda não tinha garantido sua vaga para Tóquio.

Quem já está assegurado na edição de 2021 é o mariliense Augusto Dutra, que no Rio de Janeiro em 2016, não passou da 1ª fase no salto com vara. Ele também disse que o adiamento foi o mais sensato.

“Foi a decisão mais correta, porque não sabemos quanto tempo essa pandemia vai ficar ativa, e com isso não estamos podendo treinar. Estamos inventando o que podemos em casa para nos manter em forma. Não competi esse ano ainda, pois estava me preparando para a temporada ‘outdoor’ (pista coberta) e no momento em que eu estava bem para iniciar a temporada, esse vírus veio à tona. Com o adiamento, podemos nos preparar ainda mais para 2021 e ir para o Japão com tudo”, afirmou.

Através de sua rede social, o mariliense Thiago Braz, campeão olímpico do salto com vara em 2016, também se posicionou favorável ao adiamento.

“Sabemos que todos estão passando por um momento delicado, mas o adiamento das Olimpíadas foi uma decisão sensata. Vamos pensar pelo lado positivo. Nós atletas, teremos mais tempo para treinar e nos preparar da melhor maneira possível e fazer das Olimpíadas um grande espetáculo para o mundo”

 

Paralímpicos – Recordista mundial e atual campeão paralímpico dos 400 metros rasos, na categoria deficiente intelectual, o mariliense Daniel Martins já tem vaga assegurada para Tóquio e também aprovou o adiamento do evento.

“Foi correta a decisão. O surto do Coronavírus só aumenta no mundo todo e a realização das Paralimpíadas colocaria nossa saúde em risco. Agora, com a competição somente em 2021, vou sentar com minha equipe e traçar as metas para o ano que vem”, frisou o paratleta, que representa a Associação Mariliense de Esportes Inclusivos (Amei).

Outra atleta da Amei já classificada para a próxima Paralimpíada, Alana Maldonado também concordou com o adiamento. Na edição do Rio de Janeiro (2016), a judoca (deficiente visual) foi medalha de prata.

“Foi uma decisão correta a ser tomada neste momento. Claro que é uma notícia muito triste, porque a gente se preparou quatro anos. Foram quatro anos de renúncia, muita luta e esforço nos treinos. Porém, isso não está perdido. A gente esperou muito Tóquio-2020, mas agora o foco é a saúde, superar tudo isso e orar para que o nosso País e o mundo se levantem e se recuperem o quanto antes”, destacou a atleta nascida em Pompeia, que treina atualmente em São Paulo.