Sindicato faz representação ao MPT contra medida de empresas

Ônibus não estão circulando e empresas não querem pagar dias parados aos motoristas

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos de Marília e região divulgou comunicado ontem informando que protocolou representação junto ao Ministério Público do Trabalho, pedindo providências quanto as medidas que vem sendo tomadas pelas empresas concessionárias do transporte público urbano de Marília.

O funcionamento dos ônibus urbanos foi interrompido em Marília desde o último dia 21, cumprindo decreto municipal com medidas de prevenção decorrentes da pandemia do coronavírus. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Josué Domingues de Mattos,  as empresas querem penalizar os trabalhadores que estão sem poder trabalhar por motivos alheios a sua vontade.

“No dia 23 (segunda-feira) as empresas nos procuraram  dizendo que por causa da paralisação eles não tinham como pagar os funcionários e fariam demissão em massa ou redução de 75% dos salários. Tivemos reunião com o sindicato e não aceitamos de forma nenhuma. É uma questão de calamidade pública e o trabalhador não pode ser  prejudicado”, disse Mattos.

O sindicalista explicou que ontem foram informados que uma das empresas estava chamando um a um os trabalhadores, sem assistência, e propondo o mesmo que fez ao sindicato, ignorando a negativa já dada pela entidade. “Lamentamos tal atitude nessa hora de problema de saúde mundiais, ter notícia de que uma empresa, em meio a um decreto de restrição de locomoção, convoque todos os empregados para comparecer sem uniforme, sem assistência, para assinar um acordo de suspensão de contrato de trabalho sem pagamento de salários”, informou o sindicato em comunicado.

Segundo Josué de Mattos, os trabalhadores foram comunicados a não assinar qualquer acordo e o departamento jurídico do sindicato foi acionado, além de denúncia formalizada junto ao Ministério Público do Trabalho. “As empresas dizem que só vão pagar os trabalhadores até dia 21. Mas isso não é um problema do trabalhador. Eles não estão trabalhando porque o serviço foi interrompido por questão de saúde pública”, disse.