Prefeito decreta calamidade, fecha comércio e transporte público

 

Por Izabel Dias 

 

O prefeito Daniel Alonso publicou ontem no Diário Oficial do município, o decreto nº 12.976 que determina estado de calamidade pública em Marília, como medida de enfrentamento a pandemia do novo Coronavírus. O decreto municipal suspende por 15 dias a partir de hoje (21) o transporte coletivo urbano, o funcionamento do comércio e dos shoppings centers, atividades culturais, shows, feiras livres, entre outras atividades.   

O anúncio foi feito no auditório do gabinete, com a presença do secretário da Saúde, Ricardo Mustafá, da coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município, Alessandra Arrigoni, do presidente da Câmara, Marcos Rezende e do vereador Evandro Galete.

A Prefeitura de Marília segue iniciativa do governador do Estado de São Paulo, João Dória, e o prefeito da Capital, Bruno Covas, que também decretaram estado de calamidade com várias mudanças no andamento dos serviços públicos e privados. “É uma situação nova para todos nós e temos que aprender a lidar a cada dia”, disse o prefeito.

Daniel Alonso afirmou que desde o início da pandemia tem mantido reuniões com todos os segmentos para combater o Coronavírus com medidas de prevenção mas com o rápido aumento de casos suspeitos é necessário tomar medidas mais rígidas, como fechamento de vários serviços para evitar a aglomeração de pessoas.

Há uma semana Marília tinha apenas um caso suspeito de Coronavírus e hoje são 27. Não há casos confirmados da doença na cidade. “Todas as medidas são no sentido de proteger nossa população. Se tomarmos a atitude agora, mais rápido sairemos do ciclo de contágio. É necessário o isolamento”, disse o prefeito.

Conforme o decreto municipal, devem permanecer fechados a partir de hoje as lojas do comércio varejista e atacadista,  shoppings, galerias, o bosque municipal, , restaurantes, bares, lanchonetes, pubs, feiras livres, carrinhos e trailers de lanche, casas noturnas, teatro, cinema, clubes, boates, academias de ginástica, cursos presenciais, reuniões e eventos de cunho político ou de qualquer natureza, missas, cultos e atividades religiosas.

O transporte coletivo urbano também será suspenso e a rodoviária intermunicipal. Também está suspenso o transporte remunerado de passageiros por motocicletas (mototáxi).

As atividades nas repartições públicas municipais ficam suspensas, sendo mantidas apenas os serviços de saúde, limpeza pública, coleta de lixo, manutenção das vias públicas, obras públicas, regulação do trânsito, cemitérios, fiscalização de posturas e Ouvidoria do Município (apenas via email e telefones). O Procon vai atender apenas via email, Whatsapp e telefone). O município vai manter o transporte necessário a pacientes e profissionais da saúde.

Os estabelecimentos  como bares, restaurantes, lanchonetes e outros de gênero alimentício podem atender exclusivamente em sistema delivery todos os dias da semana.

Segundo o prefeito, quem descumprir as determinações do decreto estará sujeito a fiscalização pela Polícia Militar, Ministério Público e até cassação do alvará de funcionamento.  

ATIVIDADES ESSENCIAIS

O decreto permite o funcionamento de atividades essenciais como os serviços de saúde, assistência médica hospitalar, clínicas, consultórios, farmácias, drogarias, açougues, padarias, mercearias, varejões, supermercados e hipermercados, postos de combustíveis, serviços funerários, entre outros.

Também vai funcionar o transporte de passageiros por taxistas e motoristas de aplicativos, devendo seguir orientações de higienização do veículo. Clínicas veterinárias e lojas de suprimento animal, além de oficinas mecânicas, serviços de guincho, e depósito de material de construção também funcionam.

As indústrias de Marília irão manter as atividades. “As indústrias alimentícias não podem parar. Tivemos reunião com a Apas e a preocupação era com o acúmulo de pessoas nos supermercados. A orientação que damos é que as indústrias, supermercados e serviços essenciais, que seja respeitado o limite de uma pessoa a cada cinco metros quadrados”, disse o prefeito.

A coordenadora da Vigilância Sanitária do município, Alessandra Arrigoni, disse que as medidas previstas no decreto são necessárias como forma de contenção da transmissão do vírus. “Desde o primeiro caso suspeito já tínhamos uma organização e um fluxo estabelecido”, disse.

O secretário da Saúde, Ricardo Mustafá, afirmou que esse é o momento de toda população contribuir para evitar a transmissão do coronavírus. “Essas medidas podem ser consideradas extremas mas para área da saúde é para evitar que não tenhamos leitos suficientes para atender doentes que necessitem de atendimento. Temos que tomar medidas enérgicas para preservar vidas humanas. Nosso maior pedido é para que fiquem em casa.”