Marília acumula mais de mil notificações

Doença está confirmada em 259 pessoas. Mosquito transmissor se reproduz em água parada

 

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Desde o início desse ano foram notificados à Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde 1091 casos suspeitos de dengue na cidade. A doença foi confirmada em 259 pacientes. Há risco de uma nova epidemia. A prevenção está em não deixar água parada para que o mosquito transmissor não possa se proliferar.

Desde o início desse ano foram notificados à Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde 1091 casos suspeitos de dengue na cidade. Parte já foi descartada e a doença foi confirmada em 259 pacientes (exame laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz ou unidades particulares).

Segundo o Município, a prevalência do risco continua na zona oeste. O maior índice se encontra na USF Argolo Ferrão com 60 casos, seguido da UBS Chico Mendes com 23 casos confirmados.

Os casos notificados como suspeita tiveram diagnóstico prévio por exame clínico (de sinais e sintomas). Na dengue, as suspeitas são essenciais tanto para o tratamento quanto para as ações de controle da transmissão, já que o diagnóstico laboratorial pode demorar semanas.

Mesmo que a comunidade do Argolo Ferrão tenha tido muitos criadouros do mosquito transmissor em função do lixo acumulado em áreas abertas, o Aedes aegypti se reproduz rapidamente em qualquer quantidade de água parada, problema comum a toda população.

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde tem reiterado a importância das pessoas adquirem o hábito de manter seus imóveis livres da dengue.

A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni, já salientou que o apoio da população é fundamental. “A Prefeitura tem feito a sua parte, mas a colaboração da comunidade é de extrema importância para impedir a proliferação do mosquito. Temos casos espalhados por todo o município e todos têm que fazer a sua parte, eliminando os criadouros”.

A verificação dos quintais precisa ser semanal, tempo necessário para o Aedes se proliferar.  De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 80% dos focos são localizados dentro das residências.

Sintomas

Os sintomas de dengue são febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos; perda de paladar e apetite; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; manchas e erupções avermelhadas na pele semelhantes ao sarampo; moleza e dor no corpo; dores musculares intensas, nas articulações e atrás dos olhos.

Em caso de suspeita de dengue, a Saúde Municipal pede que as pessoas procurem a Unidade de Saúde mais próxima à sua residência. O diagnóstico rápido, ainda que de suspeita, é considerado fundamental no tratamento da dengue.