Pedido da defesa adia júri popular de irmãos

Advogado Pedro Paulo Arantes Gonçalves Galhardo conseguiu que réus sejam submetidos a exame de verificação de dependência toxicológica

Por Matheus Brito / Foto: Edio Junior

Um pedido formulado pela defesa adiou na quinta-feira (13) o júri popular dos irmãos Jamerson Denis da Silva Gomes, o “James”, e Jean Carlos Aparecido da Silva Gomes. Eles seriam julgados acusados do assassinato de Guilherme de Almeida da Silva, de 21 anos, ocorrido em janeiro de 2017, no distrito de Padre Nóbrega.

Com os jurados já escolhidos, o advogado Pedro Paulo Arantes Gonçalves Galhardo solicitou que os réus fossem submetidos a exame de verificação de dependência toxicológica. O promotor Rafael Abujamra concordou com o pedido e o juiz Heitor Moreira de Oliveira adiou o julgamento.

Nova data será remarcada apenas após o resultado dos exames.  Os irmãos Gomes retornaram para a penitenciária de Marília. Eles foram indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). Se condenados, a pena pode chegar de até 30 anos de prisão em regime fechado.

Caso – Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o crime ocorreu na madrugada do dia 29 de janeiro, por volta das 3 horas, na rua Farid Dabus. O jovem teria recebido quatro facadas na região do abdômen por pessoa desconhecida. Nenhuma testemunha relatou as circunstâncias da agressão.

Silva foi socorrido para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da zona Norte, mas devido a gravidade dos ferimentos, o transferiram para o Hospital das Clínicas (HC) de Marília. O jovem passou por cirurgia e ficou internado em estado grave por 25 dias, mas não resistiu e faleceu na manhã do dia 24 de fevereiro.

As investigações da Polícia Civil apontaram que a vítima caminhava pelo bairro Triesti Cavichioli quando teria sido agredida e em seguida esfaqueada pelos irmãos. Após o crime, a dupla fugiu em um veículo com outro comparsa, ainda não identificado.