Acusado de roubar malote de show sertanejo tem pedido de liberdade negado

Auxiliar administrativo Sérgio Silva Rabello foi condenado a mais de sete anos de prisão em regime fechado

Por Matheus Brito / Foto: Divulgação

Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de liberdade impetrado pela defesa do auxiliar administrativo Sérgio Silva Rabello. Ele foi condenado a mais de sete anos de prisão acusado de participação no roubo do malote com cerca de 40 mil, ocorrido em maio de 2018, a um escritório da empresa organizadora do show sertanejo da cantora Marília Mendonça.

O pedido de habeas corpus foi impetrado pelo advogado Peterson Junior Rocha que requereu a revogação da prisão preventiva alegando que não estão presentes os requisitos ou imposição de medidas cautelares.

Por votação unânime, os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Jorge Mussi e Reynaldo Soares da Fonseca, rejeitaram as argumentações da defesa e indeferiram o pedido.

“A custódia cautelar está suficientemente fundamentada na necessidade de garantia da ordem pública, diante da gravidade concreta da conduta delituosa, pois a tentativa de latrocínio teria sido executada mediante o uso de arma de fogo, que teria falhado, por duas vezes. Além disso, teria havido disparo de arma em área de grande movimento. Essas circunstâncias, aliadas ao fato de o paciente ter tentado fugir”, diz trecho da decisão.

Caso – A ação criminosa ocorreu na noite do dia 15 de maio de 2018, por volta das 21 horas, a um escritório de uma empresa na rua Sperendio Cabrini, no Jardim Maria Izabel, na zona Leste da cidade.

Os funcionários deixavam escritório quando foram rendidos pelos bandidos armados, que anunciaram o assalto. A dupla rendeu as vítimas, e exigiu a entrega do malote com o dinheiro da venda dos ingressos.

Antes de fugir, os bandidos efetuaram disparos de arma de fogo e um dos tiros atingiu a parede do escritório. Os ladrões correram a pé e em seguida entraram em um carro e se evadiram em rumo ignorado. Nenhuma pessoa ficou ferida na ação criminosa.

Condenações – A sentença assinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Marília, José Augusto Franca Junior, condenou Rabello a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado.

Acusada de auxiliar no planejamento do crime, a autônoma Andressa de Souza Anjolette Zanetti terá que cumprir seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado.

Os outros dois executores a ação criminosa – Danilo Henrique de Lima e Matheus Henrique de Souza – também foram sentenciados a seis anos e oito meses de prisão.