“Desafio da rasteira” matou jovem no Rio Grande do Norte e preocupa responsáveis em todo o Brasil

Emanuela Medeiros,16 anos, teve traumatismo craniano e morreu após participar do

Por Norton Emerson/Fotos: reprodução 

 

 

Pais e professores de jovens adolescentes estão em pânico por conta de um novo desafio criado na internet; o “quebra-crânios” ou “desafio da rasteira”.

 

A brincadeira, nada engraçada já fez uma vítima fatal no Rio Grande do Norte e pode provocar sérias lesões como traumatismo craniano, paralisia às vítimas que participam, enganados, por amigos.

 

Emanuela Medeiros, de 16 anos, bateu a cabeça no chão na Escola Municipal Antônio Fagundes, em Mossoró, no Rio Grande do Norte (RN).

Ela sofreu traumatismo craniano, foi socorrida pela direção do colégio e levada ao Hospital Regional Tarcísio, mas morreu. 

 

O caso aconteceu em novembro do ano passado, mas viralizou esta semana, junto com outros vídeos mais recentes do desafio, gravados esta semana. 


A modinha de passar a perna para derrubar outra pessoa viralizou nos últimos dias após o youtuber brasileiro Robson Calabianqui (o Fuinha) dar uma rasteira na própria mãe e postar na internet.

 

Muitos acharam divertido e começaram a repetir.

 

Então, especialistas alertaram que a perigosa brincadeira pode até levar à morte.

 

Diante da repercussão negativa, o youtuber, que é conhecido como Fuinha e tem mais de 2 milhões de seguidores, retirou o vídeo do ar e fez um pedido de desculpas publicamente.

 

"Como influenciador, eu errei. Como humorista, eu falhei. Eu peço desculpas para todos vocês. Então quero pedir de coração que não propagem esse vídeo", disse Fuinha.

 

O yotuber continuou "O vídeo, até certo ponto, parece engraçado, mas vocês sabiam que eu poderia ter perdido a minha mãe por causa desta brincadeira? Ela poderia ter batido a cabeça e sofrido um traumatismo craniano ou qualquer uma outra lesão irreversível para a vida dela. Por conta disso, estou muito arrependido por ter postado esse vídeo. Em nenhum momento eu pensei que ele seria um viral dessa proporção".

 

O jogo reúne três pessoas que saltam juntas. Porém, as duas das pontas dão uma rasteira no participante central, enquanto ainda está no ar.

 

O participante, claro, cai de costas e quase sempre, acaba batendo a cabeça ou, na tentativa de evitar a queda, acaba quebrando o braço ou partes dele.

 

O jogo tomou uma proporção tão grande no Brasil que até alguns pais fizeram com seus filhos, por vezes, com proteção de colchão por baixo, o que não garante a segurança.

 

Mesmo nos casos em que não haja sinais imediatos de fratura, o choque pode causar hemorragia intracraniana. 

 

O sangramento dentro da cabeça pode ir aumentando e comprimindo o cérebro, o que oferece risco de alterações neurológicas, imediatas ou não. 

 

A pessoa pode ficar bem nas primeiras horas e apenas depois sofrer desmaio, confusão mental e até ficar em coma ou morrer se não tiver uma cirurgia feita rapidamente.

 

Pediatras do Brasil inteiro estão instruindo pais e professores a mostrarem os vídeos da brincadeira para os jovens, para que não sejam enganados pelos colegas a participarem do desafio e para que não façam o desafio com outros amigos.

 

Por mais desagradáveis que sejam as imagens postadas na internet, os especialistas acreditam que somente fazendo com que os jovens conheçam o desafio e saibam de sua periculosidade, conseguirão impedir sua propagação.