ACC conta com massoterapeutas voluntários

Objetivo é conseguir atender um número maior de pacientes e cuidadores

Foto: Edio Junior

As terapias complementares da ACC contam com voluntários. Além dos quatro profissionais contratados após o curso disponibilizado pela própria entidade, dois massoterapeutas atuam no programa gratuitamente. O objetivo é conseguir atender um número maior de pacientes e cuidadores.

Uma dos massoterapeutas voluntários é Fhatsue Hino (Maria), que tem mais de 25 anos de experiência, com curso na Tailândia e prática no Japão. Mesmo com essa bagagem ela quis integrar o curso da ACC e elogiou a atualização adquirida com a qualidade das aulas teóricas e práticas obtidas na entidade no ano passado.

Com a conclusão do curso, em outubro, Fhatsue quis retribuir e ficou na ACC para atender os pacientes e cuidados. “As práticas integrativas e complementares aliviam a dor e outros sintomas dos pacientes, além de funcionarem emocionalmente. Não focamos apenas no câncer, mas também em outras questões físicas e emocionais”.

As práticas complementares da ACC são reiki, aromaterapia, terapia com florais, massoterapia e auriculoterapia. Desde março os alunos tiveram aulas quatro noites por semana na própria ACC, através da uma parceria entre a entidade, o Instituto Cooperforte e o Instituto Tao, que forneceu os professores.

O Tao respeita e atende à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. O financiamento do Cooperforte possibilitou a oferta gratuita das aulas e o investimento em todos os equipamentos, que ficaram para a ACC.

ACC busca parcerias para ampliar e estender o trabalho

De acordo com a direção da Associação de Combate ao Câncer, a procura de pacientes e cuidadores (familiares) tem sido alta, em função dos resultados alcançados. A entidade tem um contrato de dois com os quatro terapeutas contratados e conta com os dois voluntários, trabalhando por parcerias que possibilitem ampliar e estender o trabalho.

“Uma pesquisa piloto com 28 pacientes de câncer identificou eliminação ou redução drástica das dores. Tínhamos pacientes que utilizavam morfina quatro vezes ao dia e com as práticas não tem precisado mais da medicação nessa intensidade, reduzindo mais da metade do uso”, disse a presidente da ACC, Maria Antonia Antonelle.