Jurado alega conhecer família de réu e vítima, e julgamento de "Paquito" é adiado

Julgamento também foi cancelado em outubro do ano passado por não comparecimento de testemunha apontada como pivô do crime

Por Matheus Brito / Foto: Divulgação

O julgamento do desempregado Marcos Antônio da Silva Oliveira, o “Paquito”, foi mais uma vez adiado na quinta-feira (6) no Fórum de Marília. Ele é acusado jovem Gabriel Anizesia Ferreira, de 18 anos, em crime ocorrido em julho de 2017, no bairro Alcides Matiuzzi, na zona Norte da cidade.

O adiamento foi motivado por um jurado, que revelou que conhecia as famílias do réu e da vítima. Em outubro, o júri foi cancelado pelo não comparecimento de uma testemunha, apontada pela defesa de “Paquito” como pivô do crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio ocorreu no final da noite, por volta das 23 horas, do dia 29 de julho, na rua Hidekazu. A vítima estava em um bar com colegas quando deixou o local para atender o telefone celular. Ferreira foi alvejado por vários tiros na região da cabeça e morreu no local.

Investigações da Polícia Civil apontaram que o crime teve motivações passionais e foi cometido por uma briga anterior entre a vítima e “Paquito” por uma namorada.

Motivado pelo desentendimento, “Paquito” foi até o local do crime em um veículo conduzido pelo comparsa Vinícius Pedro Ferreira, o “Gordinho”, e efetuou os disparos contra a vítima.

“Paquito” foi indiciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). A pena pode chegar até 30 anos de reclusão em regime fechado.