Sete anos depois da pancadaria, MAC volta domingo a Batatais

Na briga entre os atletas dos dois times em 2013, oito jogadores foram expulsos

Por Jorge Luiz/foto: Fernando Machado

 

No dia 12 de maio de 2013, no estádio Dr. Osvaldo Scatena, em Batatais, Marília Atlético Clube (MAC) e o time da casa protagonizaram cenas lamentáveis de pancadaria, pela última rodada do Quadrangular Final do Campeonato Paulista da Série A-3, com a vitória dos mandantes por 2 a 1.

Neste domingo (dia 9), às 10h, pela 4ª rodada da mesma competição, será o primeiro confronto no local da confusão. As duas agremiações já se enfrentaram duas vezes depois desse episódio (2014 e 2016), mas ambas foram no estádio Bento de Abreu.

O único atleta remanescente daquele duelo é o goleiro maqueano Thiago Moraes, que lembrou muito bem do ocorrido.

“Foi um jogo diferente e muitas coisas em jogo. Para nós valia a ida à decisão. Fomos para lá com o acesso garantido e ocorreu toda aquela briga, mas já passou. Estamos focados apenas na partida, pois são outros jogadores das duas equipes e o nosso único interesse é fazer os três pontos”, declarou.

No entanto, o goleiro não acredita que a pancadaria em 2013 tenha ficado no passado. “Eu tenho certeza que o clima será hostil por parte torcida. Não vai ser nada amigável. Para mim tem um gosto especial enfrentar o Batatais jogando pelo Marília, porque acabou se tornando uma rivalidade entre os times”, comentou.

Jogo de 2013

Na pancadaria em Batatais, oito atletas receberam o cartão vermelho, sendo quatro de cada lado. Cinco deles foram expulsos após o jogo. Segundo a súmula do árbitro Guilherme Ceretta de Lima na época, a confusão começou com a provocação do Batatais.

“Informo que após o término da partida o Sr. Wagner Dias Rocha (Jordy Guerreiro), da equipe do Batatais FC, fez gestos para o banco de reservas do Marilia AC utilizando das duas mãos com do dedo médio em riste causando um tumulto generalizado entre os todos os jogadores”.

O juiz também relatou a atitude dos torcedores do Batatais. “Informo que torcedores do Batatais invadiram o campo de jogo e também participaram do tumulto generalizado com os jogadores, pegando a maca de transporte dos atletas lesionados e arremessando nos jogadores da equipe do Marilia, e ainda arremessaram no gramado um chinelo e um banco dobrável de alumínio”.

Porém, a conduta do volante Caíque, do lateral Carlinhos e do atacante Anderson cavalo, do MAC, também ganharam destaque na súmula. “Além de participar do tumulto utilizando de socos e pontapés os Senhores Caique e Carlinhos chutaram a cobertura de acesso do túnel do vestiário da equipe do Batatais e partiram em direção ao alambrado na tentativa de chutar torcedores da equipe mandante sendo contido pela Polícia Militar. Informo ainda que o jogador Anderson Cavalo, que havia sido expulso durante a partida, retornou ao campo de jogo no término da partida já sem sua camisa de uniforme para também agredir os jogadores do Batatais”.

Clima tenso do 1º jogo

A partida em Batatais era decisiva para ambos. O Alviceleste já havia conquistado o acesso na rodada anterior, mas precisava de apenas um empate para chegar à decisão da Série A-3. Já a equipe da casa necessitava da vitória para subir de divisão, para não depender de outros resultados. Só que os três pontos também lhe dariam a vaga na final.

O clima de animosidade entre os clubes foi criado no primeiro jogo do Quadrangular Final, no estádio Bento de Abreu (20 de abril), quando o Marília ganhou por 1 a 0.

Jogadores das duas equipes se estranharam várias vezes em campo. Inclusive ao final da partida, o árbitro relatou na súmula que o atacante maqueano Jardel desferiu um soco no meia Marcelinho. O atleta alviceleste foi punido com quatro partidas de suspensão.

Além disso, parte da diretoria do Batatais discutiu com torcedores do Marília no setor das cadeiras cativas.