Sicoe previne criadouros na zona norte

A ação já tirou 2.200 litros de materiais sem utilidade de ruas, praças e terrenos

 

Foto: Divulgação

A campanha voluntária de coleta de lixo para a prevenção de criadouros do mosquito da dengue na zona norte da cidade já tirou 2.200 litros de materiais sem utilidade jogados em ruas, praças e terrenos. A ação acontece aos domingos por conta da volta da doença em Marília.

A iniciativa contribui no combate à dengue porque o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, se prolifera em água parada, que pode ficar acumulada nesses recipientes ao ar livre.

O trabalho é do Sicoe. Os voluntários buscam materiais sem utilidade que possam acumular água da chuva. A ação acontece na zona norte, com foco para as áreas próximas de escolas e creches.

Em quatro domingos, desde 12 de janeiro, os 24 voluntários que atuam na campanha coletaram 2.200 litros de lixo, principalmente nos bairros Palmital, Vila Nova e proximidades.

A campanha começou a ser feita todos os anos em 2016. Até hoje o Sicoe já contabilizou mais de 20 mil litros de materiais inservíveis retirados das ruas.

No ano passado a ação bateu recorde, com 13 mil litros de lixo coletado. Isso porque nos anos anteriores a campanha foi feita somente nos meses mais quentes, mas em 2019 o grupo resolveu estender a ação de janeiro a outubro para combater a epidemia.

Em 2020 o Sicoe optou por retomar a ação precocemente em função do forte calor, propício à proliferação do Aedes, e chuvas intensas, que geram maior acúmulo de água. Além de ter intensificado o trabalho por conta do ressurgimento da doença.

A medida é preventiva e também educativa. Esperando que a coleta, além de evitar diretamente a proliferação do mosquito, conscientize a população, cuidando de seus espaços e não jogando lixo nas ruas.