Marília tem primeiro óbito suspeito do ano

Cidade tem 61 casos confirmados de contaminação pelo mosquito Aedes aegypti

 

Foto: Divulgação

 

Marília teve o primeiro óbito suspeito de dengue neste ano. A Secretaria Municipal de Saúde não informou o perfil do paciente, nem se tinha um quadro de saúde suscetível aos agravos da doença. Segundo o último balanço epidemiológico, a cidade tem 61 casos confirmados de contaminação pelo mosquito Aedes aegypti.

Além das 61 vítimas da dengue em 2020 na cidade, Marília acumula outras 398 suspeitas de estarem ou terem sido contaminadas pelo Aedes. O Argolo Ferrão, na zona oeste, ainda é o bairro de prevalência, com 24 confirmações.

A morte suspeita ainda pode não ter relação com a dengue, mas a doença é investigada e a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde aguarda o exame laboratorial da amostra coletada antes do falecimento.

Existem quatro tipos de vírus da dengue e Marília tem histórico de grande epidemia do tipo 1, em 2015, e de uma epidemia menor com tipo II no ano passado. Todas as pessoas já contaminadas estão suscetíveis aos tipos virais que ainda não contraiu.

A implicação é que as pessoas, estando sujeitas a ter a doença mais três vezes, correm risco de adoecer mais gravemente porque esse risco aumenta nas contaminações repetidas.

O último Liraa (índice larvário do Aedes aegypti), de janeiro, encontrou larvas do mosquito em 3,3% dos imóveis vistoriados em diferentes locais da cidade. O dado aponta que falta cuidado da população em não permitir a proliferação do inseto, que se reproduz em água parada.

Segundo o Ministério da Saúde, os índices devem ficar inferiores a 1% para serem satisfatórios. Marília se enquadra no estado de alerta, entre 1% a 3,9%. Quando o Liraa passa de 3,9%, indica risco de surto de dengue.