Município recebe pentavalente, mas quantia não chega à metade do ideal

Saúde distribuiu as 1.450 doses entre os postos da rede básica. Por enquanto não há data para nova remessa

 

Foto: Arquivo JM

A Secretaria Municipal da Saúde recebeu 1.450 doses da vacina Pentavalente, em falta no país. A quantia está disponível nos postos de saúde, mas não chega nem à metade do necessário para a cobertura vacinal do município.

Não há previsão de nova remessa por enquanto. As doses foram recebidas, via Estado, na segunda-feira. E ontem o Município distribuiu as doses na rede básica.

Só que a Secretaria da Saúde informou que seria necessário o fornecimento de pelo menos três mil doses mensais, de forma regular nos próximos dois meses, para garantir a imunização de todas as crianças com indicação em Marília.

Essa estimativa municipal considera as crianças com idade para a vacina e os quantitativos insuficientes verificados em 2019. A responsabilidade pelo fornecimento de vacinas aos municípios paulistas é do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

Por sua vez, a pasta recebe os imunobiológicos da Cenadi (Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos), vinculada ao Ministério da Saúde.

Apesar da remessa baixa, parte das crianças com idade para receber a pentavalente, ou com atraso na carteirinha, poderá tomar uma dose. Na rotina de imunização, a vacina é aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida.

A aplicação das doses será por ordem de chegada às unidades de saúde até que o estoque acabe. A Prefeitura optou por não montar nenhum esquema de imunização que priorizasse as crianças com atraso vacinal. O importante é o bloqueio vacinal formado a partir das imunizações.

A pentavalente é uma combinação de cinco vacinas, protegendo contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo B.

A vacina pentavalente começou a apresentar falta na rede básica no ano passado. O problema foi nacional e teve início em maio.

“As vacinas eram exportadas da Índia e a Anvisa detectou problema no lote, proibindo a entrada no Brasil”, mencionou anteriormente a Secretaria Municipal da Saúde.