Marília tem 2º habeas corpus para plantação

No primeiro caso os pacientes eram duas crianças com quadros convulsivos. Agora, é um portador de Parkinson, de 66 anos

 

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Marília tem segundo habeas corpus para plantação de cannabis medicinal. No primeiro caso, em fevereiro deste ano, os pacientes eram duas crianças com quadros convulsivos. Agora, o paciente é Evaldo Pereira Lopes, de 66 anos de idade, portador de Parkinson.

A planta, conhecida popularmente como maconha, apesar do plantio ilegal por ser considerada droga ilícita, tem propriedades cada vez mais aceitas pela Medicina quando seu óleo é extraído para uso como terapia medicamentosa.

No começo deste ano o médico Adolfo Almeida receitou a medicação com base em extrato de Canabidiol para o paciente Evaldo Pereira Lopes, que, além do Parkinson, tem cardiopatia, retinopatia, diabetes, hipertensão, ansiedade e depressão.

O plantio se justifica pelo custo do óleo da Cannabis, que é importado mediante conhecimento e aval da Anvisa. A família recebeu autorização, mas a importação custaria em torno de R$ 2.700,00.

O filho do paciente, Evaldo Pereira Lopes Junior, é advogado e o trabalho jurídico foi desenvolvido pelo escritório onde ele atua, junto com os advogados Oswaldo Segamarchi Neto, Valter Lanza Neto e Nessando Santos Assis.

O paciente já está utilizando a medicação com expressiva melhora nos quadros de tremores na boca e na língua, além de diminuição da rigidez e redução de dores pelo corpo. Com o plantio, o tratamento poderá seguir com custo bem reduzido.

O cultivo da flor da cannabis, diluída em solução oleosa, fornece os mesmos componentes utilizados nos extratos da cannabis industrializada. Em dezembro de 2016 foram incluídos novos produtos à base de canabidiol na lista de autorizados para a importação.

A partir desta regulamentação, os medicamentos que possuem substâncias como canabidiol e o THC (principal substância psicoativa da Cannabis) podem ser prescritas, importadas e utilizadas no país.

Desde a regulamentação, o Núcleo de Cannabis da Plataforma Brasileira de Política de Drogas informou o registro de 4.617 autorizações concedidas pela Anvisa para a importação do medicamento.

Com isso, até o momento, já houve entrada de 78 mil produtos no país e mais de 800 médicos prescreveram remédios à base de canabidiol. No último dia 3 de dezembro a própria Anvisa autorizou a comercialização em território nacional do uso do princípio ativo canabidiol.