Alta do preço da carne faz consumidor buscar alternativas

Consumidor mariliense pesquisa preços e tenta substituir a carne

 

A alta dos preços da carne bovina registrada nas últimas semanas  está levando o consumidor mariliense a pesquisar descontos e buscar alternativas parra substituir a carne por outros produtos. Nos açougues o preço da picanha chega a R$ 60 e o acém, que antes era encontrado a R$ 15 hoje custa em média R$ 23.

O consumidor  reclama que antes do aumento a picanha fresca era vendida a R$ 35 e hoje esse passou a ser o preço do contra-filé e da alcatra. “O aumento foi grande, tá difícil comer carne de boi todos os dias. A gente acaba substituindo por frango, carne de porco, e deixa a carne uma vez por semana. Vou fazer assim até baixar o preço”, disse a dona de casa Joana Machado de Souza.

A faxineira Fátima Aparecida Silva, também passa a comer mais ovos quando o preço da carne aumenta. “Quando o preço tá muito alto compro mais ovo, linguiça. Na verdade está tudo muito caro, não só a carne”, disse.

A aposentada Izabel Turíbio afirma que a solução é substituir a carne. “Acho que o melhor é substituir a carne de boi por outra mais em conta, buscar alternativas, temos várias opções para nos alimentarmos não apenas a carne de boi”.

MERCADO EXTERNO

E a previsão é que os preços da carne continuem altos por mais alguns meses. Segundo especialistas do mercado, a queda só deve ocorrer até que a oferta de animais para abate volte a crescer, o que deve acontecer entre janeiro e fevereiro.

A alta nos preços verificada desde outubro, ocorre em razão do mercado internacional. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP, em São Paulo o quilo da carne bovina atingiu a média histórica de R$ 16,12 no dia 27 de novembro. Frango, porco e até os ovos também encareceram.

A  China aumentou muito a compra de carnes brasileiras, principalmente a bovina, por causa de uma doença que matou milhões de porcos na Ásia. O preço da arroba do boi gordo disparou, provocado pela recuperação esperada pelo mercado e a especulação por causa da alta nas exportações.

Os frigoríficos chineses pagam até 15% a mais pela carne brasileira. Conforme informações da Abrafrigo (associação que representa os frigoríficos), as exportações cresceram muito entre setembro e outrubro em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações para China aumentaram 110%, para Rússia 694% e Emirados Árabes 175%.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina e o principal exportador mundial. Em segundo, vem a Austrália, que enfrenta uma grave seca e depois os Estados Unidos, que travam uma guerra comercial com a China.