Editorial

                          Retomar o desenvolvimento

 

“Se a economia não reagir até o ano que vem, se nós continuarmos com esse PIB pífio e não voltarmos a gerar emprego e renda, se continuamos tendo esses números vergonhosos de desemprego, se voltarmos a ver pessoas voltando para as ruas porque não têm um teto para morar, esse governo não consegue se sustentar. Qualquer tentativa de uma reeleição, por exemplo, fica prejudicada”. O alerta foi feito pela senadora Simone Tebet (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.

Diante disso, o presidente Jair Bolsonaro, que está sem partido e pretende fundar a Aliança pelo Brasil, precisa repensar o seu modo de governar e, principalmente, evitar pronunciamentos que interferem diretamente na economia do País. Infelizmente o Pais pouco mudou e a economia continua patinando, apesar dos esforços do ministro Paulo Guedes. Aliás, trata-se de ministro técnico e competente, mas acabou cometendo deslize na semana passada ao fazer alerta contra possíveis manifestações contra o governo (como tem acontecido no Chile), fazendo inclusive menção ao AI-5 (ato institucional do governo militar em 1.968). Também o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, tinha feito menção ao AI-5, provocando muitas críticas no Congresso Nacional e também no Supremo Tribunal Federal, podendo até mesmo ser punido pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

O País precisa de união do governo e Congresso Nacional para deixar esse marasmo e ajustar a economia trazendo desenvolvimento. Afinal de contas, lá se vai o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro e se pode dizer que deixou a desejar com muita perda de tempo, burocracia e apenas uma reforma aprovada, a da Previdência Social. É necessário urgência para provar também a reforma tributária, de olho na aceleração do desenvolvimento para promover o emprego.

É certo que o presidente Jair Bolsonaro terá que repensar seu governo para o próximo ano, porque o tempo passa muito rápido e ele poderá ver pelo plano de reeleição ir por água abaixo. Não será possível continuar patinando, porque é urgente que a economia deslanche para reativar a indústria e comércio, que é o caminho para combater o desemprego. A sociedade está de olho e na expectativa de uma guinada para melhor no governo em 2.020. Não se pode excluir a possibilidade de o povo sair às ruas para cobrar ações positivas do governo de Jair Bolsonaro.