Região de Marília tem 3,7 criadouros por casa

Marília viveu epidemia de dengue em 2019. Casos foram mais intensos de fevereiro a julho

 

Imagem: Arte JM

Um balanço da Secretaria de Estado da Saúde apontou pelo menos 3,7 focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, em cada residência da região de Marília (em média). A cidade viveu epidemia em 2019, com queda de casos a partir de agosto, mas o calor e as chuvas são propícios à proliferação do mosquito e aumento da transmissão.

Por meio do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), Marília beirou os três mil casos de dengue nos primeiros dez meses do ano. Foram 2.944 vítimas autóctones, que contraíram o vírus na cidade, e mais 31 importadas (contraíram a doença em viagem).

O período de maior incidência foi maio, com 1.205 contaminações. A epidemia do primeiro semestre serve de alerta com a volta das chuvas e o clima quente.

O levantamento do Estado contabilizou a quantidade de recipientes e focos do mosquito, separando a identificação de criadouros do mosquito entre:

Depósitos elevados (sótãos); depósitos não elevados (porões); móveis (vasos de plantas, garrafa pet, potes plásticos); fixos (calhas, lajes, piscinas) pneus; passíveis de remoção (toldos, entulhos, sucatas) e os naturais (plantas, ocos de árvore, bambu, por exemplo).

A maior prevalência de larvas do Aedes é em recipientes móveis, chegando a 1,9 criadouros por casa vistoriada. Os depósitos elevados e não elevados, bem como os recipientes naturais e pneus apresentaram índices pouco expressivos, mas a Saúde estadual alertou para a atenção a todos os locais, impedindo o acúmulo de água.

Cidade de Marília é colocada em alerta

O resultado do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), realizado pela Sucen entre os meses de julho e setembro, indica que Marília está em alerta quanto à proliferação do mosquito, na lista de 128 municípios paulistas nessa mesma situação.

Entre as demais cidades do estado, 489 apresentam situação satisfatória e sete municípios estão em risco (Barra do Turvo, Bento de Abreu, São Vicente, Tuiuti, Pedrinhas Paulista, Restinga e Jacupiranga).

Na região, além de Marília, também estão em alerta municípios como Oriente, Ourinhos, Pacaembu, Quintana, Tupã e Vera Cruz. A pesquisa foi feita por profissionais da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).

Conforme diretriz do SUS (Sistema Único de Saúde), o trabalho de campo para enfrentamento ao Aedes é responsabilidade dos municípios. O Governo do Estado dá suporte no diagnóstico (por meio do Instituto Adolfo Lutz) e em ações de treinamento e monitoramento, com apoio da Sucen.

O mosquito da dengue ainda é transmissor de zika, chikungunya e febre amarela (sem casos na cidade de Marília). “Manter o meio ambiente limpo e preservado contribui para a saúde coletiva.

Como 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão nas residências, pedimos a colaboração de toda a população para combater o mosquito e, assim, garantir a prevenção contra dengue, zika e chikungunya”, declarou o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

Marília beira três mil vítimas em 2019

Marília beira os três mil casos de dengue em 2019, sem considerar novembro, que o CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) ainda não computou. Os casos aumentaram progressivamente de janeiro a maio, saindo de 22 vítimas no primeiro mês do ano e chegando ao pico de 1.205 no quinto mês.

Em junho os exames confirmaram 495 contaminações, baixando para 121 em julho e 42 em agosto. O mês de setembro teve apenas nove casos e em outubro, sete, o mês de menor número no ano.

A Saúde Municipal já alertou para o clima quente e a volta das chuvas, quando começa o período de maior risco de transmissão.

“A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar criadouro”.

A pasta alertou que roupas que minimizam a exposição da pele durante o dia - quando os mosquitos são mais ativos - proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante os surtos de dengue.

“Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos”.

Segundo a pasta, o trabalho de visitas domiciliares segue intenso em toda a cidade, bem com as vistorias em pontos estratégicos (grandes instalações, ferro-velho, escolas, hospitais, indústrias, entre outros).