Jovem mariliense tem alta hospitalar após 78 dias

O processo continua, com seis horas diárias no ambiente hospitalar. No entanto, o transplante foi bem sucedido, sem qualquer rejeição na primeira fase

Foto: Edio Junior

 

O mariliense Edio De Marchi Sandalo, 22 anos, em tratamento de leucemia no Hospital Amaral Carvalho, teve alta após 78 dias consecutivos de internação. O processo continua, com seis horas diárias de medicação no ambiente hospitalar.

No entanto, o transplante foi bem sucedido, sem qualquer rejeição na primeira fase. Por enquanto, ele precisa permanecer morando em Jaú, onde a família se estabeleceu com o apoio da população de Marília. 

Edio passou por seu segundo transplante de medula óssea. O primeiro foi feito em abril de 2018, também em Jaú. Porém, no final de agosto de 2019 a doença ressurgiu. Tendo sido necessário reiniciar o tratamento.

Em meio a um processo doloroso físico e emocional, o jovem e a família tiveram três notícias animadoras. A primeira foi o encontro de três voluntários 100% compatíveis para a doação da medula, sendo que a escolha foi pelo perfil mais semelhante ao do paciente.

A segunda foi a remissão (quando a doença fica inativa) antes do esperado. O jovem se submeteu a uma nova quimioterapia, mais forte (blincyto). Em geral são necessários dois ciclos de 28 dias de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Mas no caso dele, o mielograma apontou a remissão após o primeiro ciclo.

A terceira boa notícia foi a primeira etapa pós-transplante, sem rejeições. Depois de 28 dias na UTI, 35 dias em isolamento e 15 dias no quarto, o Edio teve alta da internação na segunda-feira (25), conquistando mais uma vitória em seu processo de cura.

Ontem ele voltou ao Hospital Amaral Carvalho, onde passou seis horas recebendo medicação pós-transplante para continuar evitando rejeições. E essa será sua nova rotina por um mês. No entanto, deixar a internação com notícias positivas reforçou o ânimo do jovem e da família.

“Ainda temos um longo caminho a percorrer. Teremos que morar por pelo menos cem dias próximo do Amaral Carvalho, mas seguimos com fé e coragem. Aproveitamos para prestar os nossos mais sinceros agradecimentos aos nossos familiares e amigos, ao nosso doador anônimo, aos médicos e enfermeiros do hospital e a todos pelas orações recebidas e por todo acolhimento em todos os momentos.

A certeza de que não estamos sozinhos nos sustentam nos momentos mais difíceis. Como meu filho mesmo disse no dia do seu transplante, vamos deixar a vida nos levar até onde Deus permitir”.