PF cumpre mandado de busca e apreensão em Garça

Ação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em 27 cidades no Estado de São Paulo

Por Matheus Brito / Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão ontem (26) em Garça (cerca de 30 quilômetros de Marília) na “Operação Cadeia Alimentar II”. A ação busca desmontar esquema de fraude na compra de merenda escolar em Marília e em outras 26 prefeituras do Estado de São Paulo.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF), a irregularidade investigada ocorreu em Marília em contratos para fornecimento de alimentação escolar. Agentes da PF cumpriram o mandado de busca e apreensão em Garça, mas não há informações sobre o alvo. Contato foi mantido com a assessoria de imprensa do órgão, mas até o fechamento dessa edição não havia se pronunciado.

A operação cumpre 27 mandados de prisão e outros 55 de busca e apreensão. Além de Garça, a PF tem alvos na cidades de Americana, Atibaia, Campinas, Cotia, Cubatão, Franca, Guarujá, Itapevi, Jandira, Matão, Orlândia, Osasco, Paulínia, Praia Grande, Rio Claro, Santos, São Carlos, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, São Paulo, São Roque, São Vicente, Sorocaba, Sumaré, Taquaritinga e Votorantim.

Entre os alvos de busca estão ex-prefeitos de Franca, Cubatão e São Roque , uma vereadora em Guarujá e os gabinetes das prefeituras de Taquaritinga, Jandira e Cubatão.

A Justiça Federal de Ribeirão Preto ainda determinou o bloqueio no valor de R$ 2 bilhões em bens dos suspeitos.

Investigação – A ação visa coletar elementos que complementem informações obtidas em colaboração premiada firmada com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) por dois investigados na primeira fase da operação, deflagrada em abril de 2018.

Segundo o MPF, o esquema foi capitaneado por um frigorífico em Brodowski (SP), com o auxílio de outras firmas do mesmo grupo. As licitações eram direcionadas para favorecer empresas em troca do pagamento de propina estimada em 10% do valor dos contratos.

As fraudes ainda consistiam em simulação de concorrência, ajuste prévio de preços e elaboração de editais com exigências para limitar a participação de outros interessados. Concluído o processo, o frigorífico fornecia os produtos superfaturados ou sequer os entregava, mesmo tendo recebido o pagamento.

De acordo com a PF, os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa, prevaricação e corrupção passiva. Somadas, as penas podem chegar a 28 anos de prisão.