Hospital é condenado a indenizar paciente durante toda sua vida

A decisão é em primeira instância, cabendo recurso

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O Hospital Materno Infantil foi condenado a pagar R$ 109 mil de indenização à Eduarda Lima, de cinco anos, que é deficiente visual. Além de um salário mínimo por mês durante toda a sua vida.

De acordo com a sentença, o HMI deveria ter repetido o exame de fundo de olho antes da alta e encaminhado a criança a um oftalmologista.

A decisão é em primeira instância, cabendo recurso. O Hospital Materno Infantil não se pronunciou sobre o caso, informando apenas que ainda não foi notificado.

Eduarda teve uma doença de prematuridade na retina e o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz deu a sentença favorável à paciente “pela perda da capacidade laborativa”. Ela ficou cega quando estava internada, em seguida ao nascimento.

Na decisão judicial consta que os danos oftalmológicos causados à criança “poderiam, durante sua internação, ser antevistos, se o Hospital Materno Infantil tivesse tomado as providências necessárias”.

A mãe da criança, Andréa de Oliveira, chegou a realizar várias ações sociais para levantar fundos para o tratamento da filha. Duda precisou passar por acompanhamento em São Paulo, onde há oftalmologista especializado em retinopatia de prematuridade.

De acordo com Andréa os gastos são altos e ela tem uma outra filha que é autista, o que a impossibilita de trabalhar para aumentar a remuneração da família.

Eduarda tem possibilidade de, no futuro, passar por um transplante de retina, mas a lista de espera para o procedimento, que não é feito no Brasil, é grande.