Universitários e professores da Unesp conhecem as belezas naturais de Marília

O grupo conheceu a topografia e as exposições de rochas sedimentares no entorno da cidade

Cerca  de 50 universitários e dois professores do curso de Geografia da Unesp, campus de Presidente Prudente, estiveram conhecendo  a região de Marília no último dia 09, atraídos pela topografia e grandes exposições de rochas sedimentares tanto no entorno da cidade quanto em outros locais.

Recepcionados pelo paleontólogo do Museu de Paleontologia de Marília, William Nava e pela estagiária do Museu, Rebeca Vallilo, o grupo sob a coordenação dos professores Isabel C. Moroz  e Mariano C. Goubeia,  conheceu os vales e itambés da Via Expressa da zona sul de Marília, bem como os paredões de arenito existentes na serra de Avencas.

"A visita também incluiu o Museu de Paleontologia, onde puderam ver de perto ossos de dinossauros encontrados em nossa região e mesmo alguns, na própria região de Prudente", disse o paleontólogo William Nava.

 O objetivo principal foi apresentar aos estudantes da disciplina de geologia aspectos geomorfógicos e topográficos da área onde se insere Marília, com a cidade espalhada por sobre o planalto, tendo no entorno, as escarpas de relevo que formam os vales, com quedas  de quase uma centena de metros, onde os riachos percorrem quilometros até desaguar no Rio do Peixe, criando um cenário único em todo o oeste paulista.

Toda a área é conhecida hoje como "Planalto de Marília"  e tem sido objeto de estudos e análises por parte de inúmeros geólogos, que para cá se aventuram em busca dos paredões de arenito, que fornecem muitas informações sobre o ambiente e o clima antigos, auxiliando na construção do conhecimento geológico.

“Não é de hoje que toda a região de Marília  desperta a curiosidade  de pesquisadores e das pessoas em geral. Uma bela aula de Geologia, sem dúvida. E os fósseis de dinossauros em exposição no Museu de Paleontologia -inclusive alguns descobertos naquela região - além dos encontrados aqui, como o Dino Titã de Marília, chamaram muito a atenção dos estudantes e professores. Nesse contexto, a visita  teve caráter cultural, científico e turístico, disse William Nava.