Continuação do clássico “O Iluminado”, “Doutor Sono” é a terceira adaptação de Stephen King

A nova história mostra como Danny Torrance (Ewan McGreggor) tentou durante toda vida lidar com o que aconteceu no Hotel Overlook há 40 anos.

"Doutor sono" é uma sequência digna do clássico "O Iluminado". O diretor Mike Flanagan constrói bem um clima de tensão e não se rende a sustos fáceis - mal que atinge a maioria dos filmes de terror dos últimos anos.

O filme encerra bem 2019 como um grande ano para Stephen King no cinema. Foram três adaptações cinematográficas do escritor.

Veio após a pouco relevante releitura de "Cemitério Maldito" e "It: Capítulo 2", continuação do sucesso de 2017, que também foi bem de bilheteria, mas dividiu opiniões.

"Doutor Sono", que estreiou ontem, é o mais ambicioso dessa trinca.

O filme mostra o que acontece após os eventos de "O Iluminado", um dos filmes mais cultuados de Stanley Kubrick desde o seu lançamento, em 1980, considerado uma obra-prima de terror e suspense.

A obra original tem uma antológica atuação de Jack Nicholson, mesmo que o próprio King sempre diga ter odiado o que fizeram com seu best seller.

A nova história mostra como Danny Torrance (Ewan McGreggor) tentou durante toda vida lidar com o que aconteceu no Hotel Overlook há 40 anos.

Foi lá que seu pai, Jack Torrance (vivido por Jack Nicholson no primeiro filme) foi à loucura e o garoto descobriu ter dons paranormais.

Destruído pelo alcoolismo, Danny faz de tudo para ter paz e se entender. Mas ele acaba se conectando com a mente de Abra (a estreante Kyliegh Curran), uma adolescente com poderes semelhantes.

As habilidades de Abra também chamam a atenção de uma mulher misteriosa chamada Rose Cartola (Rebecca Ferguson, parceira de Tom Cruise nos dois últimos "Missão Impossível").

Ela comanda o grupo Verdadeiro Nó, cujo objetivo é se alimentar do "brilho" de inocentes, ou a essência vital deles.