Após pagar R$ 200 milhões em dívidas, Daniel foca planejamento em médio e longo prazos

Prefeito disse que herdou R$ 500 milhões de dívidas da gestão anterior

 

Pré-candidato à reeleição declarado, o prefeito Daniel Alonso (PSDB) concedeu entrevista ao Jornal da Manhã e destacou pontos importantes relacionadas ao pleito municipal de 2020. Após pagar R$ 200 milhões em dívidas na Prefeitura, conforme informado pelo próprio gestor, o foco agora será colocar em prática ações em áreas prioritárias, além de focar o planejamento em médio e longo prazos.

“Herdei dívidas de R$ 500 milhões da Administração passada e não foi fácil colocar a casa em ordem. Este grupo político que estava no poder há décadas destruiu a cidade. Neste primeiro mandato fizemos o enfrentamento, corrigindo a cultura política da cidade, que era coronelista e agora é democrática. Hoje há diálogo e uma grande participação popular”, destacou Daniel Alonso.

O atual chefe do Executivo Municipal comentou sobre o trabalho do Codem (Conselho de Desenvolvimento do Município), criado para pensar a cidade do futuro. “Temos entidades importantes conosco como a ONG Matra, a Associação Comercial, a Fiesp e os Conselhos Municipais. Estamos contando com a consultoria do ex-prefeito de Maringá (PR), Silvio Barros. A ideia é planejar a cidade a longo prazo. Já estamos fazendo intervenções importantes como as revisões do Plano Diretor Participativo e do Código Tributário do Município”.

Até o final da sua gestão, Daniel Alonso deverá entregar a obra de afastamento e tratamento de esgoto, iniciada há mais de 15 anos. “Vai ser um grande ganho para Marília”.

A destinação dos resíduos sólidos é outra demanda que o prefeito espera resolver na cidade, caso seja eleito. Hoje, a cidade tem gasto milionário com o transbordo do lixo para aterro sanitário fora de Marília. “Mesmo com poucos recursos precisamos encontrar uma saída”.

A busca de repasses estaduais e federais será um desafio para a próxima gestão, tendo em vista que as verbas se encontram contingenciadas, na sua maioria, em virtude da crise econômica que o Brasil enfrenta. “Temos excelente relação com o governo estadual e com Brasília. Vamos avançar neste sentido e acredito que conseguiremos captar mais recursos”.

Daniel Alonso listou algumas obras realizadas durante estes quase três anos de governo. “Construímos cinco novas escolas e creches, mais as reformas. Entregamos nove postos de saúde à população e perfuramos 10 poços de água. Não podemos parar, pois a cidade cresce bastante. Nos últimos três anos, Marília ganhou 30 mil novos habitantes, o equivalente a uma Garça”.

O “racha” com o vice-prefeito Antonio Augusto Ambrósio, o Tato (MDB), foi lamentado por Daniel, que aproveitou para alfinetar o também empresário. “O grupo todo se sentiu traído por ele (Tato). A saída dele não mudou em nada a nossa gestão. Ele abandonou o trabalho, mas não o salário. A atitude dele foi coisa de criança mimada”.

Sobre o candidato a vice na chapa à reeleição, Daniel desconversou e não cravou nenhum nome. Porém, nos bastidores políticos se comenta que o vereador Cícero do Ceasa (PV) é o mais cotado. “Temos a nossa coligação de partidos para o Executivo, já que para o Legislativo isso não é mais permitido. Porém, ainda é cedo para definir o vice”.

Sobre o Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília), Daniel Alonso disse ser “indigesto” ter de pagar os R$ 9,2 milhões por mês ao órgão municipal. “É um recurso que poderia estar sendo investido em outras áreas. Mas infelizmente temos que pagar por causa da falta de compromisso de gestões anteriores”.

Daniel Alonso acredita em uma eleição polarizada para prefeito em 2020. “A Terceira Via na cidade nunca prosperou. É a cultura de Marília e isso dificilmente vai mudar rapidamente. Deveremos disputar com o grupo dos Camarinha” destacou ele. “Creio em um pleito muito parecido com o presidencial, uma vez que o eleitor está cansado dos tradicionais políticos e

da corrupção”, emendou.