Ataque sensacionalista e gratuito

 

Todo mundo sabe que as relações entre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e parte da mídia são péssimas desde a eleição passada.

 

Não por acaso, já que órgãos de imprensa como a Rede Globo, O Globo, Folha de S. Paulo/UOL e revistas Veja e Época, não deram trégua nesses dez meses de governo, com críticas diárias ao presidente e sua família.

 

Vasculham tudo (e a todos), até mesmo familiares pobres dos Bolsonaro no Vale do Ribeira. Fica evidente que há um direcionamento no noticiário para tentar atingir o governo, sempre levantando dúvidas, mas nunca mostrando a verdade.


É um tipo de jornalismo sórdido, inconsequente, sensacionalista, gratuito com um único objetivo: pressionar o governo a liberar polpudos recursos federais para esses órgãos, que antes nadavam de braçadas no governo do PT, ou para falar bem ou para fazer vistas grossas.


Estranhamente nenhum desses órgãos de imprensa insiste com frequência em acompanhar o inquérito sobre o atentado ao então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, em 6 de setembro do ano passado, em Juiz de Fora.

 

Ao contrário do insistente noticiário sobre a morte da vereadora do PSol, no Rio de Janeiro, Marielle Franco, nem Globo, nem Veja, nem Folha de S. Paulo, nem Época, batem na tecla para saber quem mandou matar Bolsonaro.

 

Nem mesmo questionam porque até hoje a justiça não permitiu a investigação sobre o celular do advogado do criminoso Adélio Bispo, para ter conhecimento das ligações com os mandantes.

 

Nem porque apareceram logo de cara quatro advogados para defender Adélio, após a facada em Bolsonaro. Nem se há relação do criminoso com partidos de esquerda, mesmo porque ele já foi filiado ao PSol.


No entanto, a Rede Globo fez grande estardalhaço em seus telejornais na noite de terça-feira levantando suspeita sobre qual seria o envolvimento de Jair Bolsonaro com o assassinato de Marielle Franco, com base em inquérito sigiloso, mas que mesmo assim as informações chegaram à Globo.

 

Segundo a reportagem, o ex-policial militar Élcio Queiroz, suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes em 14 de março de 2018, disse na portaria do condomínio que iria à casa de Jair Bolsonaro, na época deputado federal, no dia do crime.

 

Os registros de presença da Câmara dos Deputados, no entanto, mostram que Bolsonaro estava em Brasília nesse dia. Além disso, Élcio Queiroz entrou no condomínio, mas foi para outra residência. Bolsonaro reagiu em vídeo gravado na madrugada na Arábia Saudita, onde estava em viagem, acusando o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de ter “vazado” informações do inquérito para a Rede Globo.

 

Segundo ele, o governador do Rio fez isso porque é pré-candidato à disputa presidencial em 2022 e estaria empenhado em, segundo ele, "destruir a família Bolsonaro".


Bolsonaro disse ainda que o processo de investigação da morte da vereadora está "bichado" e ressaltou que uma solução seria que, a partir de agora, ele fosse supervisionado pelo Conselho Superior do Ministério Público. "Agora querer me vincular à morte da Marielle? Não vai colar.


Bolsonaro acusou a Globo de querer infernizar a sua vida e disse que, se a emissora tivesse "o mínimo de decência", não teria divulgado detalhes de uma investigação em segredo judicial. "Vocês vão renovar a concessão em 2022. Não vou persegui-los, mas o processo vai estar limpo. Se o processo não estiver limpo, legal, não tem renovação da concessão de vocês, e de TV nenhuma. Vocês apostaram em me derrubar no primeiro ano e não conseguiram", disse.


Bolsonaro chamou ainda de "patifaria" a cobertura que a emissora faz de seu mandato e disse que é feito um jornalismo "podre" e "canalha". Ele chamou ainda a imprensa de "porca" e "nojenta".

 

Não é por acaso que a Globo vem sendo surrada diariamente nas redes sociais, batendo recorde com a hashtag #globolixo!


Mexeram no vespeiro e o recado foi dado! Agora, salve-se quem puder!