Susana Vieira retorna à TV como uma viúva solitária em Éramos Seis: “Ela não sorri. É meu oposto”

"Foi um presente. Fiquei muito feliz quando fui chamada.

De volta às novelas em Éramos Seis, Susana Vieira encara um grande desafio em sua carreira para interpretar Emília no remake assinado por Angela Chaves, com direção artística de Carlos Araújo.

O motivo? Na nova novela das 6, a atriz dá vida a uma viúva solitária, amargurada e cheia de pose:

"Emília é meu oposto, é uma pessoa que não sorri. Uma personagem completamente diferente de mim.

Ela tem poucos gestos, é contida, esnobe, arrogante, cheia de cerimônia. Preciso guardar minha alegria de viver toda vez que entro no set para gravar.

É um desafio interessante para minha carreira".

Para encontrar essa ricaça, de família aristocrata, Susana - que escureceu o cabelo e tirou o megahair para o papel - contou com a ajuda dos preparadores de elenco que ministraram workshops durante meses antes do início das gravações.

"Novela de época é algo muito complexo de se fazer. Tem um gestual próprio, uma prosódia diferente...

Hoje, a maneira com a qual nos relacionamos é bem diferente da dos anos 20. A primeira vez que trabalhei com um preparador foi em Os Dias Eram Assim.

Foi uma experiência incrível. Me abriu um outro universo."

A atriz faz questão de ressaltar que, apesar das atitudes mesquinhas da tia de Lola (Gloria Pires), ela não é uma vilã, nem antagonista de ninguém:

"Ela não é má, não comete crimes. É infeliz, não permite que ninguém tenha acesso a sua intimidade".

Na trama, Emília é mãe de duas filhas e não sabe como lidar com o problema de uma delas - Justina (Julia Stockler). A jovem sofre de um distúrbio mental. Com o intuito de protegê-la, a tia de Lola acaba mantendo a herdeira isolada do convívio social, o que limita também seus relacionamentos. 

"Foi um presente. Fiquei muito feliz quando fui chamada.

Essa novela tem uma magia. Já foi refeita várias vezes, sempre faz sucesso, todo mundo ama.

Tem uma história que pega porque fala de relações familiares.

Esse tipo de assunto nunca envelhece”, disse Susana Vieira.