Julgamentos de criminosos podem não ocorrer em Marília

Defesa de Alex Amarildo de Oliveira, o “Rico”, justificou segurança dos jurados em pedido à Justiça

 

Os julgamentos dos criminosos acusados de participarem da “Guerra do Tráfico” em bairros da zona Sul pode não acontecer em Marília. Um pedido da defesa do criminoso Alex Amarildo de Oliveira, também conhecido como “Rico”, para o desaforamento teve concordância do Ministério Público (MP), que solicitou a extensão da medida para todos os réus.

O pedido de desaforamento foi impetrado pelo advogado Carlos Eduardo Thomé. O defensor alegou motivo de segurança dos jurados para solicitar que o julgamento de um dos líderes de umas quadrilhas que disputaram controle de pontos de comércio de drogas em bairros da zona Sul de Marília fosse realizado em outra Comarca.

“Seria constrangedor e inseguro para os jurados apreciar um caso com um criminoso considerado perigoso”, disse o advogado.

O promotor Rafael Abujamra concordou com a solicitação e pediu que o desaforamento fosse implicado em todos os processos de crimes cometidos durante a “Guerra do Tráfico”.

O juiz da 1ª Vara Criminal, Luís Augusto da Silva Campoy, concordou com as solicitações da defesa e do Ministério Público, e encaminhou o pedido de desaforamento para decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Guerra do Tráfico – O Ministério Público (MP) ofereceu denuncia pedindo o indiciamento 31 pessoas, entre elas um policial civil e um militar, acusadas de envolvimento nos ataques armados ocorridos em 2011 em bairros da zona Sul, que ficou conhecida como “Guerra do Tráfico”. Eles vão responder processo pelos crimes de homicídio, tentativas de assassinato, formação de quadrilha, posse ilegal de arma de fogo e roubo.

O processo foi desmembrado em dois por motivos de segurança durante as audiências. De um lado ficaram os integrantes da quadrilha do criminoso Alex Amarildo de Oliveira, o “Rico” e do outro o bando de “Dinho”. Durante vários meses foram registrados vários ataques e num deles culminou com a morte do desempregado Leandro Romanelli Moreira, de 19 anos.

Matheus Brito

Foto: Edio Junior