Líder do tráfico na favela do “Azaleia” e comparsas tem pedidos de liberdade negados

Cumprindo pena no regime semiaberto,

Decisão da Justiça de Marília negou pedido de liberdade impetrado pela defesa do autônomo Paulo César Passarelo Marrele, também conhecido como “Playboy”, e de outros três comparsas acusados de integrar quadrilha de tráfico de drogas com atuação na favela do Parque das Azaléias, na zona Sul da cidade.

Sob alegação de excesso de prazo no processo, os pedidos de revogação das prisões preventivas foram impetrados pelos advogados de “Playboy”, Fabiano Izidoro Pinheiro Neves e Leandro Fernandes Sanchez, e também pelos defensores públicos dos comparsas Diego Ferreira da Silva, Priscila Pereira Bolognese e Douglas Lima da Silva.

Em despacho publicado na edição de terça-feira (8) do Diário Oficial do Estado de São Paulo, a juíza da 1ª Vara Criminal de Marília, Josiane Patrícia Cabrini, rejeitou as argumentações e indeferiu a solicitação.

“Não deve prosperar a alegação de excesso de prazo para o término da instrução. É cediço que, embora o Código de Processo Penal tenha estabelecido prazos para o cumprimento dos atos processuais, e que os mesmos devem ser respeitados, em especial, os referentes aos processos de réu preso, por outro lado, nem sempre é possível que os mesmos sejam observados, por motivos dos mais diversos. No presente caso, trata-se de um processo complexo onde analisa a participação de seis réus nos crimes de tráfico e associação para o tráfico, sendo um deles defendido por advogado constituído, e os demais pela Defensoria Pública”, decidiu a magistrada.

Com a decisão, “Playboy” e os comparsas permanecem presos. O bando foi indiciado pelos crimes de tráfico e associação criminosa, e as penas podem chegar até 25 anos de prisão.

Caso – “Playboy” foi condenado em 2011 a dez anos de prisão em regime fechado pelos crimes de tráfico de entorpecentes e associação criminosa. Investigação da Dise apontou que ele era acusado de chefiar o tráfico de entorpecentes na favela do Parque das Azaléias, na zona Sul.

Preso desde então, o autônomo havia tido progressão para o regime semiaberto, mas nova investigação da Dise descobriu que “Playboy” estaria negociando entorpecentes com quadrilha de tráfico, desbaratada pela Polícia Civil.

Matheus Brito