Em plena campanha de prevenção, Marília registra 3º suicídio do mês

Já são 18 mortes por suicídio em Marília só neste ano

Em pleno Setembro Amarelo, movimento nacional de conscientização contra o suicídio, Marília registrou nesta sexta-feira (20) o terceiro caso do mês.

 

Uma jovem de 20 anos tirou a própria vida no bairro Montana, em Padre Nóbrega.

 

Três dias antes uma mulher de 50 anos também cometeu suicídio na rodovia SP-333.

 

E no último dia 11, um moço de 27 anos teve a mesma atitude no Jardim Portal do Sol, zona sul.

 

O CVV está à disposição da população, assim como os serviços e profissionais de saúde locais.


Já são 18 mortes por suicídio em Marília só neste ano, sem contar as subnotificações.

 

O município já chegou ao total de 2018, que teve esse mesmo número.

 

Em 2017, foram 17 casos, em 2016, nove. Em 2015, 13 casos. Em 2014, 14. E em 2013, 22.


Os números são considerados alarmantes pela sociedade e profissionais da Saúde.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, a depressão é a principal causa entre quem chega a pensar em tirar a própria vida.

 

No entanto, muitos fatores podem levar a um quadro depressivo e a principal medida de proteção é a sociedade em alerta, sem julgar, pronta a ouvir, acolher e ajudar.


Em Marília há um grupo especializado de Prevenção ao Suicídio, que se coloca à disposição de entidades, escolas, empresas e instituições em geral, gratuitamente.

 

Psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, professores e enfermeiros estão engajados e também oferecem atendimento individual mediante triagem social a uma taxa mínima. 

 

O telefone de contato é 99789-0927.


A psicóloga clínica e palestrante Ana Gláucia Lima também se coloca disponível para palestrar para os mais diversos públicos sobre o tema do suicídio.

 

O contato é pelo número 99746-4490. 


O CVV (Centro de Valorização da Vida) é considerado o maior aliado da Saúde na prevenção ao suicídio.

 

O número da ligação, anônima e gratuita, é 188, disponível 24 horas por voluntários do Brasil todo e também anônimos. 


E a Prefeitura Municipal chama a atenção para a prevenção, divulgando os serviços públicos que podem atender pessoas em sofrimento psíquico.

 

São eles Caps, Prontos Atendimentos, Pronto-Socorro, unidades básicas de saúde e hospitais.

 

 

Por Carolina Godoy