Pedidos de exames da defesa adia julgamento de homicídio

Santana foi morto com golpes de pauladas e com uma cinta

Pedidos de exames complementares feitos pela defesa do pintor Giovane Bruno Caroccia, o “Pequeno”, adiaram o julgamento de homicídio previsto para hoje(19) no Tribunal do Júri de Marília.

Ele e o atendente David Pereira Vieira, o “Gêmeos” são acusados do assassinato do desempregado Thiago Rodrigo de Santana, de 27 anos, em crime ocorrido em setembro de 2016, no bairro Maria Angélica, na zona Sul da cidade.

O advogado de “Pequeno”, Carlos Eduardo Thomé, solicitou que o réu fosse submetido a exames de dependência toxicológica e insanidade mental.

O defensor do outro réu, Rubens Neres Santana, concordou com os pedidos.

O juiz da 1ª Vara Criminal, Luís Augusto da Silva Campoy, acatou a solicitação da defesa e adiou o julgamento, que deve ser reagendado para o mês de novembro ou dezembro.

A dupla, que está presa, foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima).

Se condenados, eles podem pegar uma pena de até 30 anos de prisão em regime fechado.

Caso:

Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o crime ocorreu no dia 6 de setembro 2016, numa residência abandonada na rua Manoel Mathias.

Santana foi morto com golpes de pauladas e com uma cinta.

“A vítima foi encontrada com o rosto desfigurado e embrulhado no lençol”, disse a época o delegado Gilson Quintino de Souza.

Após o crime, os dois criminosos tentaram fugir pulando o muro de residências vizinhas, mas foram presos ainda nas proximidades.

O pedaço de madeira e o cinto usados como arma no assassinato foram apreendidos no imóvel abandonado.

 

 

Por Matheus Brito