Justiça absolve irmãos apontados como líderes do tráfico de entorpecentes na favela do Toffoli

Apesar de a polícia ter apreendido dois tijolos de maconha, um tijolo e meio de cocaína e R$ 10mil o juiz Décio Divanir Mazeto absolveu os acusados por"insuficiência de provas"

Decisão da Justiça de Marília absolveu os irmãos Anderson dos Santos Ramos e Maycon dos Santos Ramos.

Eles forram presos numa ação da Polícia Civil em setembro de 2017 apontados como líderes do tráfico de entorpecentes na favela do bairro Toffoli, na zona Sul da cidade. 

O despacho com a absolvição, assinado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Marília, Décio Divanir Mazeto, foi publicado na edição de ontem (10) do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O magistrado fundamentou a decisão alegando insuficiência de provas.

Ainda no despacho, Mazeto determinou que após trânsito em julgado do processo seja restituído o dinheiro (R$ 10,2 mil) apreendido na ação policial na residência de Anderson.

A reportagem do Jornal da Manhã tentou obter mais informações sobre a decisão judicial, mas o processo tramita sob sigilo.

Caso – As investigações da Polícia Civil apontaram que os irmãos comandavam o tráfico de entorpecentes na favela do Toffoli.

“Ambos guardavam a droga aos fundos de uma casa. A mando deles, o entorpecente era retirado e colocado a venda. Os dois acusados eram constantemente era vistos no local, com motos de grande porte em situação de hierarquia, comandando seus subordinados”, disse o delegado da Dise, Luís Marcelo Perpétuo Sampaio.

No dia 26 de setembro, os policiais civis das da Dise e DIG cumpriram mandado de busca nas residências dos irmãos.

No imóvel pertencente a Anderson, os investigadores apreenderam dois pacotes com R$ 6,9 mil e R$ 3.398,00.

“O dinheiro apreendido, dividido em cédulas diversas demonstra que seria proveniente da venda de drogas. Anderson não soube nem sequer a soma exata, ressaltando-se que os irmãos não possuem ocupação licita”, afirmou Sampaio.

Nos fundos da favela, os policiais civis encontraram um buraco que armazenava dois tijolos de maconha, dois pedaços fracionados da droga, um tijolo e meio de cocaína e uma pedra de crack, além de dois sacos com tubos plásticos vazios.

“A cocaína possuía embalagem com o logotipo made in Cochabamba, de alto teor de pureza”, finalizou.

 

 

Por Matheus Brito