Sindicato convoca trabalhadores e cogita greve

Dissídio 2019 pode terminar com mais um processo ajuizado pela falta de reposição salarial

Sem a definição de uma contraproposta por parte da direção do HC/Famema (serviços de saúde do Complexo Famema), o Sinsaúde cogita a greve e convoca os trabalhadores para uma segunda assembleia nessa quinta-feira.

 

Se não houver adesão, o dissídio de 2019 vai terminar com mais um processo ajuizado pela falta de reposição salarial.


O Sinsaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde) recorre à mídia e vai até os serviços de saúde da Famema para a convocação.

 

A assembleia será realizada nessa quinta, dia 12, às 13 horas, em frente ao Hospital das Clínicas (unidade I).


Diante da falta de contraproposta e três meses passados da data-base da categoria (junho), o sindicato considera a greve como alternativa, mas o movimento depende do resultado da assembleia.


“Se a assembleia não tiver adesão, vamos ajuizar o dissídio pela quinta vez”, salientou o presidente sindical, Aristeu Carriel.

 

O Sinsaúde já entrou com processo contra a Famema pelo reajuste salarial e manutenção das demais cláusulas nos anos de 2012, 2015, 2016 e 2017.

 

Anos em que os trabalhadores da Famema (funcionários da Saúde) tiveram 0% de aumento.


Nos anos de 2013 e de 2014 houve reposição salarial por greve e em 2018 o aumento salarial concedido pelo Governo do Estado aos servidores da Famema forçou a instituição a conceder reajuste aos demais funcionários da Saúde por pressão sindical com base na isonomia dos trabalhadores da instituição.


Por enquanto, a alegação da diretoria do HC/Famema (que responde pelos serviços de saúde do complexo) continua sendo a de falta de governabilidade para conceder aumentos.

 

Isso por ser uma autarquia estadual.

 

“Essa é a mesma alegação há mais de 20 anos”, lamentou Aristeu Carriel.

 

 

por Carolina Godoy