“Dinho” e “Morceguinho” são julgados por tentativa de homicídio em novembro

Em depoimento, Dinho afirmou não ter dado ordem de matar a ex-companheira

A Justiça de Marília agendou para o dia 21 de novembro, o julgamento do megatraficante Edson Santos da Silva, o “Dinho”, e seu comparsa André Martins Barbosa, o “Morceguinho”.

A dupla sentará no banco dos réus acusada da tentativa de homicídio da vendedora M.M.F., de 20 anos, ocorrida no final de 2012.

Em 28 de setembro de 2016, “Dinho” e “Morceguinho” foram julgados por esse crime, mas após quase 14 horas, os jurados do Tribunal do Júri de Marília acolheram as teses apresentadas pelas defesas dos acusados e decidiram absolve-los de todas as acusações.

O Ministério Público (MP) apelou da decisão.

Por votação unânime, os desembargadores da 6ª Câmara de Direito Criminal do TJ – Ricardo Tucunduva, Machado de Andrade e José Raul Gavião de Almeida – acolheram o recurso e determinaram a realização de um novo julgamento.

“Dinho” e “Morceguinho” foram indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio duplamente qualificada (motivo torpe e cometido à emboscada) e coação no curso do processo.

Somadas as penas podem ultrapassar os 20 anos de prisão.

Caso – Segundo a denúncia do MP, no dia 24 de dezembro de 2012, por volta das 18h30, a ex-amásia de “Dinho” conduzia uma motocicleta Honda Biz pela rua Francisco Botão quando um veículo Parati conduzido por “Morceguinho” colidiu violentamente em sua traseira.

Após o acidente, o acusado fugiu do local.

A vendedora e um amigo, que estava na garupa, sofreram diversos ferimentos pelo corpo. 

Dias depois, a ex-amásia procurou a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e relatou que o acidente tinha ocorrido de forma proposital e também que “Dinho” fazia constantes ameaças de morte por mensagem de texto. 

Em depoimento, “Dinho” disse que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por cerca de dois anos, mas que não conhecia “Morceguinho” e tão pouco teria dado a ordem para matar a ex-amásia.

Já Barbosa confirmou à Polícia Civil que a colisão foi causada por ele de forma acidental e que fugiu do local por não possuir habilitação.

 

 

por Matheus Brito/Foto: Edio Jr./JM