HC pode apresentar contraproposta hoje

A negociação salarial se refere aos trabalhadores da Saúde do Complexo Famema

A Associação dos Funcionários da Famema se reúne hoje com a Superintendência do HC/Famema para ouvir uma contraproposta sobre a reposição salarial e/ou do tíquete-alimentação.

 

Venceu o prazo de 15 dias que a autarquia pediu para reavaliar a pauta de reivindicações.

 

A data-base da categoria, relacionada aos serviços de saúde da instituição, é 1º de junho.


A maioria das clínicas, serviços e hospitais fechou o acordo deste ano com reajuste próximo a 5%, mas o complexo de saúde da Faculdade de Medicina de Marília ainda não ofereceu nenhuma contraproposta.

 

Sem acordo desde junho, a Associação de Funcionários emitiu uma nota de repúdio em agosto, gerando o pedido de 15 dias de prazo pela autarquia.

 

A negociação salarial se refere aos trabalhadores da Saúde do Complexo Famema. 


De acordo com o diretor da AFFMFSM (Associação dos Funcionários da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília), Márcio Freitas, além da necessidade de reposição salarial, houve perdas salariais acumuladas nos últimos cinco anos.

 

A estratégia da associação, junto com o Sinsaúde (sindicato da categoria) é amenizar o impacto da defasagem salarial com aumento do tíquete-alimentação, considerando o impasse do reajuste de salários.


No pedido de prazo enviado à AFFMFSM, o HC/Famema adiantou que não possui autonomia administrativa para conceder aumentos e discutir cláusulas sociais por ser uma autarquia do Estado.


À imprensa, a superintendência do HC/Famema, a Fumes e a Famar lembraram “a crise econômico-financeira que assola o país” e o “aumento de salário na ordem de 3,50% em fevereiro de 2018, quando o INPC tinha sido de 3,35%, não havendo ausência de reajuste salarial”.


As instituições destacaram que “encontram-se constantemente abertas para as negociações, tanto que não foram encerradas e que mantêm uma comissão de negociação permanente com a participação ativa dos funcionários e com o sindicato profissional para discussão de melhores condições de trabalho”.

 

 

Por Carolina Godoy