HC/Famema corta os pagamentos para a faculdade com recurso SUS

Em 1º de novembro está previsto o corte para os cargos comissionados internos, incluindo seus encargos e benefícios

A autarquia HC/Famema, que responde pela assistência em Saúde da instituição, não vai mais custear despesas relativas à Famema (Faculdade de Medicina de Marília).

 

A medida começa a valer neste mês e diz respeito ao ensino, já que a autarquia está vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, recebendo repasse SUS.


O HC/Famema está vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, recebendo repasses do SUS voltados à assistência em Saúde.

 

A superintendente Paloma Aparecida Libanio Nunes se reuniu com a diretoria geral da Famema para informar que a Secretaria da Saúde não autoriza mais pagar os funcionários e outras despesas da faculdade através do convênio SUS.


Um cronograma foi apresentado pela superintendência do HC/Famema para a suspensão gradativa dos pagamentos.

 

Os cargos comissionados externos, com os respectivos encargos, as despesas com investimentos, auditorias e taxas são os primeiros da “fila”, com corte desde o dia 1º de setembro.


Em outubro a autarquia não pagará mais a UPP (Unidade Prática Profissional), que corresponde aos profissionais vinculados à rede básica de saúde com respectivos encargos. 


Em 1º de novembro está previsto o corte para os cargos comissionados internos, incluindo seus encargos e benefícios.

 

Em dezembro o corte será da bolsa dos estudantes para auxílio com alimentação e transporte e em janeiro de 2020 os demais profissionais da faculdade que dependem de recurso da autarquia.


O cronograma tem o objetivo de conceder um prazo para que a diretoria geral da Faculdade de Medicina de Marília se reorganize.

 

Com a autarquia HC/Famema, aprovada em maio de 2015, a área assistencial passou a ser de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde e a área da Educação ficou com a pasta estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.


A autarquia foi um caminho para a melhora financeira e organização de repasses, mas a autorização de pagamentos para a área acadêmica da instituição continuou acontecendo.

 

No entanto, segundo a superintendência, a situação tornou-se insustentável com prejuízo da assistência à saúde dos usuários do SUS de Marília e região (62 municípios).

 

 

Por Carolina Godoy