Deputados aprovam fundão bilionário

A renovação feita no Congresso Nacional na última eleição não foi suficiente para retirar verdadeiros cânceres que ainda perpetuam no Senado e Câmara dos Deputados, principalmente arcaicos políticos do centrão e da esquerda que têm eleitorado fixo à base de muita corrupção. 


Eles continuam agindo nos bastidores e na calada da noite para legislar em causa própria e acabam de cometer mais uma barbárie metendo a mão no dinheiro público, no dinheiro de impostos pagos pelos contribuintes. 


A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, por 263 a 144, projeto de lei que abre caminho para ampliar o bilionário fundo eleitoral, recriando ainda a propaganda partidária na TV (que foi extinta justamente para custear as campanhas políticas), autoriza o uso de dinheiro público para pagar advogados de investigados e institui regras mais flexíveis para contratação de dirigentes partidários. 


Ou seja, chegou-se ao absurdo de partidos políticos poderem meter a mão no dinheiro público para pagar advogados de bandidos investigados e presos, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Com essa “brecha” na legislação o dinheiro do chamado fundão partidário, o PT, por exemplo, vai poder pagar os advogados de Lula e outros “companheiros” que se embrenharam na corrupção, principalmente no petróleo, destruindo a Petrobras.


Apesar da falta de dinheiro do governo para pagar até despesas básicas, a maioria dos partidos políticos, dos grandes aos pequenos, fechou acordo para liberar o aumento do fundo eleitoral.

 

O acerto é para elevar os recursos para campanhas políticas de R$ 1,8 bilhão em 2018 para R$ 3,6 bilhões agora, mas o texto aprovado permite que chegue até a R$ 8 bilhões.

 

É um escárnio, muita cara de pau dos deputados federais (263 que votaram a favor, inclusive da base do governo) que se fazem de “santos” e bonzinhos durante a campanha eleitoral prometendo mundos e fundos, inclusive de combate à corrupção e quando lá estão legislam em causa própria, se esquecendo do eleitorado.

 

Aliás, eleitores burros que continuam acreditando em falsas promessas, recheadas de cafajestice.


Antes, o fundo representava 30% das emendas parlamentares de bancada ao Orçamento, mas o projeto diz apenas que será "um percentual" das emendas (que ao todo somam R$ 8 bilhões em 2020) e que a definição ficará para a Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

Parte da receita do fundo, cerca de R$ 500 milhões, vinha ainda da extinta propaganda partidária, que, como será recriada, trará uma nova despesa para o governo.


Com o argumento de que as campanhas eleitorais em 2020 são mais caras porque ocorrerão em mais de 5,5 mil municípios, o apoio ao aumento do fundo eleitoral uniu do PT ao DEM.

 

Votaram contra o projeto PSL, Novo, Psol, Cidadania, Podemos, PDT e PSC.


"Esse projeto é uma verdadeira aberração", afirmou o líder do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem.

 

A sigla é contra o uso do fundo eleitoral e, na última eleição, não utilizou os recursos.

 

Com o projeto votado nesta terça-feira, se o Novo abrir mão do dinheiro, ele será redistribuído entre os demais partidos.

 

"Isso é um deboche", protestou o deputado.


"Esse é um atentado contra a decisão do TSE e vai contra a ideia de diminuição dos partidos", disse a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu.

 

A sigla dela perderá duplamente, já que aumentou a bancada desde a eleição e ainda incorporou o PHS.


O maior escândalo mesmo no texto aprovado pelos deputados é a parte que também permite utilizar o fundo partidário para contratar advogados para defender filiados, pagar multas, compra de imóveis e impulsionamento de conteúdos em redes sociais (que estão proibidos, porém, nos 180 dias anteriores à eleição).

 

Parte desses gastos vinha sendo contestado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como a contratação de advogados para dirigentes acusados de irregularidades. 


E economia do País vai de mal a pior, patinando, faltam investimentos e credibilidade dos investidores e mesmo assim cafajestes que infestam o Congresso Nacional insistem em usar o dinheiro público para fazer campanha política e até mesmo contratar advogados para defender os bandidos, corruptos.

 

Muitos dos deputados também são investigados na operação Lava Jato, inclusive o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

 

Ou seja, estão legislando em causa própria!