Judoca da Amei disputa hoje medalha em Lima

Atual campeã mundial do judô paralímpico para deficientes visuais, na categoria até 70 kg, Alana Maldonado disputa hoje (dia 25), a partir das 9h, o Parapan-Americano de Lima, no Peru. A atleta da Associação Mariliense de Esportes Inclusivos (Amei) é uma das favoritas à conquista da medalha de ouro, mas terá certamente pela frente mais um reencontro contra sua principal algoz: a mexicana Lenia Ruvalcaba.

 

Nesta temporada as duas judocas se enfrentaram em duas finais e ambas foram vencidas pela mexicana: Grande Prêmio de Baku (Azerbaijão) e no Internacional de Qualificação para Tóquio em Fort Wayne, nos EUA. Lenia Ruvalcaba também venceu a atleta nascida em Tupã na decisão da medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2014.

 

“Nós sempre nos encontramos na final, isso mostra que ela é uma grande atleta. Eu senti a pressão, mas hoje não sinto mais. Eu acho que precisava tirar essa pressão para fazer uma boa luta contra ela. Na final do Qualificador Paralímpico foi bem diferente e consegui alcançar tudo o que havíamos delineado para essa luta. Nós fizemos novas mudanças, devemos sempre estar mudando. Hoje estou preparada para vencê-la e tenho certeza de que isso acontecerá nas próximas finais e vou sair com a medalha de ouro no meu peito”, declarou Alana, de 24 anos, ao site internacional da IBSA.

 

Além do Parapan, as duas judocas ainda deverão se enfrentar em mais uma etapa do Grande Prêmio da IBSA em Tashkent, no Uzbequistão, nos dias 23 a 24 de setembro. Esta será a segunda vez que Alana Maldonado disputará o Parapan. Em 2015, na edição realizada em Toronto (Canadá), ela foi medalha de prata.

Daniel Martins

 

Outro representante da Amei que começa amanhã (dia 26) sua disputa é o mariliense Daniel Martins, grande favorito à medalha de ouro nos 400 metros rasos, para deficientes intelectuais. A prova começa às 17h15 e na terça-feira (27) será a realizada a final.

O atleta é o atual bicampeão mundial e medalhista de ouro na última edição das Paralimpíadas do Rio de Janeiro de 2016. O mariliense surgiu como um fenômeno no final de 2015, quando venceu o Campeonato Mundial logo em sua estreia e de lá para cá, venceu todas as competições internacionais que disputou. Esse ano, bateu seu próprio recorde na prova, no Open Internacional de São Paulo, em abril, com a marca de 46 segundos e 86 centésimos.