Balanço semestral revela média de 2.2 casos por mês em Marília

O número se aproxima do ano passado que teve média mensal final de 2.75 com 33 vítimas

Por Caronia Godoy

 

 

O balanço epidemiológico do primeiro semestre de 2019 em relação à meningite revelou uma média de 2.2 casos da doença por mês em Marília.

 

O número se aproxima do ano passado, que teve média mensal final de 2.75, com 33 vítimas ao todo.

 

De janeiro a julho, este ano teve 16 registros, sem contar o óbito de uma criança pela doença, que aconteceu no último dia 5 de agosto.


O pior dos últimos quatro anos até o momento foi 2017, com média de três vítimas de meningite por mês, totalizando 36 casos, comum óbito, de um homem de 49 anos, por pneumococo.


Em 2016 houve 23 pacientes diagnosticados com meningite e todos sobreviveram à doença.

 

Já no ano passado foram 33 casos confirmados, com duas mortes, um homem de 62 anos de idade e uma mulher de 65.

 

Ambos contaminados por pneumococo.


Os seis primeiros meses de 2019 somam 16 casos, sendo 14 virais e dois por bactéria, sem óbitos.

 

Mas no último dia 5 de agosto a contagem aumentou com mais uma vítima, uma criança de três anos, Sofia Rodrigues de Oliveira, que acabou falecendo.


A criança presentou um quadro agudo da doença, por bactéria.

 

Ela esteve internada por três dias no Hospital Materno Infantil, mas não resistiu. E era vacinada. 


Segundo o HMI (Hospital Materno Infantil), a emergência infecciosa é muito frequente em crianças.

 

“O diagnóstico precoce e o tratamento imediato são essenciais para o melhor desfecho da doença. No entanto, pode haver evolução com lesões graves de outros órgãos e até mesmo óbito”, considerou o hospital.


O HMI alertou que a principal causa de meningite é bacteriana, contemplada pelo calendário vacinal do Ministério da Saúde.

 

Mesmo que a vacina não ofereça 100% de proteção é o meio de prevenção mais eficaz.


Além disso, devem-se lavar frequentemente as mãos; usar soro fisiológico nasal; e evitar locais aglomerados, especialmente quando as crianças são muito pequenas ou estão doentes.


O SUS disponibiliza três vacinas diferentes que abrangem meningite.

 

A criança era vacinada contra a principal causa, bacteriana.

 

Segundo o HMI, “entre as bactérias, o pneumococo (vacinação aos 2, 4 e 6 meses de vida) ocorre em cerca de 20% dos casos com alta mortalidade e tem incidência aumentada de sequelas.

 

O que é comum em crianças pequenas que frequentam locais com aglomerações ou com alterações da imunidade”.


Alerta aos sinais

O hospital destacou que toda criança ou adolescente que apresente febre com alteração do estado mental, de movimentos, fala, compreensão, sonolência ou irritabilidade deve ser levada ao serviço médico imediatamente e ser investigada quanto à infecção do sistema nervoso central como diagnóstico inicial.