Funcionários divulgam nota de repúdio por falta de negociação

A Associação dos Funcionários do Complexo Famema divulgou uma nota de repúdio pela falta de avanço nas negociações dos servidores. A data-base da categoria é 1º de junho. No documento, a entidade frisa que há cinco anos não há reposição de perdas salariais, nem acordo nas cláusulas sociais.

 

O Complexo Famema atende a 62 municípios, sendo mais de um milhão de habitantes. E possui cerca de 2400 funcionários. Atualmente é operacionalizado por quatro CNPJs, sendo eles: Famema, Fumes, HC/Famema e Famar, além de várias outras empresas terceirizadas e Oscip.

 

“Apesar de um dos slogans de campanha da Diretoria Geral da Famema ser Gestão Participativa, continuam mantendo o histórico discurso de “não temos governabilidade para reposição salarial”. Porém, é sabido que existe governabilidade para diversas ações dentro do Complexo Famema”, manifestou a associação.

 

A entidade aponta condições de trabalho precário, potencializado pelo número insuficiente de funcionários. Segundo ela, os funcionários da Fumes não tiveram suas gratificações inseridas no salário base, ocasionando grande perda no valor do anuênio. “Como forma de atenuar o problema, foi sugerido pela Associação dos Funcionários o pagamento do anuênio sobre todos os vencimentos. Porém, isso não ocorre e os funcionários Fumes acabam sendo penalizados pela não aplicação do princípio da isonomia  em relação aos funcionários Famar”.

 

E a associação mencionou ainda que “alguns funcionários do SESMT tiveram readequação salarial baseada em pesquisa de mercado, de acordo com a sua categoria”, mas lamenta que não tenha sido estendida para as demais categorias.

 

Como proposta de amenizar o impacto da defasagem salarial, considerando o impasse do aumento, a Associação dos Funcionários, em parceria com o Sindicato da Saúde, encaminhou sugestão de reajuste do ticket alimentação de R$ 12,00 para R$ 14,00, no entanto, ainda não obteve resposta da diretoria.