Queda do PIB mostra volta à recessão

Por mais que o governo tente mudar o rumo e aceleração da economia, a situação ainda é de perigo, bem próximo à volta da recessão.

 

Pelo menos é isso que mostram números divulgados ontem pelo Banco Central.


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a economia brasileira tombou 0,13% no segundo trimestre de ano.

 

Se o dado se confirmar, significa dizer que o país voltou para a recessão técnica, que ocorre quando há dois resultados trimestrais negativos seguidos no PIB. 


A taxa foi calculada com ajuste sazonal, que é uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a atividade econômica recuou 0,2% nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o quatro trimestre de 2018.

 

O instituto vai divulgar no fim deste mês o resultado para o segundo semestre de 2019.

 

Analistas se mostraram frustrados com os indicadores da economia, principalmente da indústria, que tombou 1,6% no primeiro semestre do ano. 


O problema é que a economia patina porque sempre depende da política e o Congresso Nacional tem demonstrado desinteresse em aprovar medidas que realmente possam fazer deslanchar os investimentos e recuperar o setor econômico do País, devastado desde o governo de Dilma Rousseff, sendo que muito pouco também foi feito durante o governo de Michel Temer.

 

Infelizmente, o chamado centrão e partidos de esquerda fazem de tudo para atrapalhar o governo, porque não interessa a eles que o presidente Jair Bolsonaro receba os louros da vitória na recuperação da economia, recolocando o trem nos trilhos.


O relatório Focus, do Banco Central, que traz projeções dos analistas do mercado financeiro para a economia, mostrou que há uma expectativa de que o crescimento fique em 0,81% em 2019.

 

Há uma semana, o boletim informava que as perspectivas era de um avanço de 0,82%. 


Dados do IBC-Br mostram que a economia cresceu apenas 0,3% em junho, na comparação com maio. Considerando os números sem ajuste sazonal (porque avalia períodos iguais de tempo), a atividade cresceu 0,62% no ano e 1,08% no acumulado de 12 meses.


De acordo com os analistas, a taxa básica Selic deverá terminar o ano em 5% ao ano.

 

Atualmente, os juros estão em 6% ao ano, após redução de 0,5 ponto percentual feito na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim de julho.

 

Com a atividade econômica fraca e inflação baixa, o mercado vê espaço para reduzir ainda mais a Selic. 


As projeções para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) estão em 3,76% para 2019, sendo que, no penúltimo relatório, a expectativa era de variação de 3,80%.

 

A meta do governo federal é de 4,25%, com um intervalo de 1,5 ponto percentual para baixo e para cima.

 

Para 2020, o mercado prevê um crescimento de 2,10%, com taxa Selic a 5,5% ao ano e inflação de 3,84%.  


Ainda há muito o que fazer para que o País não volte à recessão, mas para isso é preciso que políticos não atrapalhem e deixem de lado os próprios interesses, visando a melhoria para a população.

 

O empresariado ainda não está confiante e faltam investimentos.

 

As reformas se arrastam no Congresso Nacional e isso prejudica muito a economia, afetando seriamente o PIB.