SRAG: Casos se mantêm estáveis neste inverno

Entre os cinco casos uma pessoa morreu

O número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) se manteve estável nos últimos 30 dias.

 

As vítimas com confirmação da doença continuam sendo cinco e as suspeitas aguardando resultado de exame baixaram de 14 para dez, com 61 casos descartados até o momento.


O total do ano é de cinco pessoas com diagnóstico de SRAG, sendo que três delas contraíram a doença nesse inverno.

 

Ao todo houve 77 notificações em 2019, mas a maioria, 61, não se confirmou.


A SRAG é de notificação compulsória, o que significa que a suspeita precisa ser notificada à Secretaria Municipal da Saúde para fins de controle epidemiológico.

 

Entre os cinco positivos, houve um óbito.


O tratamento é sintomático, com antiviral e controle de infecção (se houver), feito mesmo antes do resultado do exame, a partir da suspeita clínica. 


A SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) pode ter causa viral, em geral Influenza A, pelos subtipos virais H1N1 e H3N2, além de bacteriana.

 

A vacina trivalente, ofertada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nas campanhas nacionais contra gripe, é feita de vírus inativados e fragmentados.

 

Seu composto protege contra os vírus A (H1N1 e H3N2), e também contra o Influenza B.

 

Ambos os vírus (A e B) podem provocar agravos e até a morte, sendo diferentes dos resfriados e gripes comuns.


Sinais da doença


De acordo com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e a OMS, o início da doença se dá com febre alta (acima de 38º graus), que pode estar acompanhada de calafrios, e sintomas como mal-estar, confusão, perda de apetite, dores de cabeça e nos músculos.

 

Depois dessa primeira fase, que pode durar entre três e sete dias, há o comprometimento das vias respiratórias inferiores, com tosse seca.


Depois de ser contaminada, a pessoa pode ficar até dez dias sem apresentar sintomas de SRAG.

 

Segundo os pesquisadores que estão estudando a nova doença, o principal modo de transmissão é mesmo o contato íntimo com o paciente.

 

Outras vias de transmissão incluem o contato com superfícies contaminadas e por gotículas salivares (através de tosse ou espirro do paciente) e em seguida tocar olhos, nariz ou boca.


A vacinação contra “gripe” (Influenza), embora não confira proteção completa nem proteção contra todas as causas de morte, previne aproximadamente 30% dos casos fatais e não fatais em idosos, 40% dos casos de síndrome gripal e 50% a 70% das mortes em que o vírus Influenza foi identificado em laboratório.