A ditadura do STF

O tempo passa e cada vez mais a população está desacreditada da justiça.

 

Não por acaso, já que as instituições estão falidas, mal dirigidas e recheada de pessoas hipócritas que se acham deuses.

 

A desmoralização vem de cima com atropelos catastróficos da alta corte, metendo os pés pelas mãos.

 

O povo está perdendo a paciência, como se pode perceber claramente em ações e repercussões nas redes sociais.


A decisão estapafúrdia do plenário do Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira, em tempo recorde entre o pedido de habeas corpus da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o início da sessão, é uma prova evidente de que ministros fazem o que bem entendem e se julgam deuses do Olimpo.

 

O STF se transformou em um tribunal de exceção e o país agoniza nas mãos de um corte degradada, abusiva. Fica evidente que o Supremo Tribunal Federal se transformou numa vara de execução penal de Lula, passando por cima do Tribunal Regional Federal e o Superior Tribunal de Justiça, como “postou” a deputada federal Carla Zambelli.


O STF não tem poder para este tipo de decisão, como fez na quarta-feira, impedindo a transferência do criminoso condenado em terceira instância para o presídio de Tremembé, em São Paulo.

 

A decisão da juíza federal da operação Lava Jato, Carolina Lebbos, poderia ser questionada e decidida pelo Superior Tribunal de Justiça. Contudo, cheirando a armação, o pedido de habeas corpus para Lula foi impetrado diretamente no STF, que atropelou a pauta do dia para decidir em favor do ex-presidente para que ele não deixe a mordomia da sala especial na Polícia Federal em Curitiba. 


Apesar da defesa alegar que Lula, como ex-presidente, tem direito à “sala de Estado Maior” e os ministros terem aceitado este argumento, a legislação não diz nada disso em relação ao réu já condenado.

 

Neste caso, o criminoso deve cumprir a pena em presídio, cela comum.


O que se tem visto no STF é verdadeira ditadura onde ministros “legislam” em causa própria, atropelando o Tribunal Regional Federal, o Superior Tribunal de Justiça e ainda passam por cima do governo e do Congresso Nacional.

 

Eles se julgam intocáveis e atropelam a Constituição, inclusive proibindo investigações sobre eles tanto pela operação Lava Jato como pela Receita Federal.

 

Ou seja, a ditadura do STF permite tudo em prol dos togados.


Isso tem aguçado o repúdio da população por uma corte bastante desmoralizada e que será alvo de protestos em manifestação já marcada por vários movimentos para o dia 25 de agosto (o dia do soldado e do Exército brasileiro).


Fica evidente a campanha de ministros do STF contra a operação Lava Jato e têm feito de tudo para soltar o criminoso condenado já em dois processos, Luiz Inácio Lula da Silva (há ainda outros cinco processos por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha).

 

O ministro Gilmar Mendes, capitão do time pró Lula chegou a afirmar que “integrantes da Lava-Jato causaram danos por abuso de poder.

 

No fundo, um jogo de compadres. É uma organização criminosa para investigar pessoas".

 

Ou seja, o ministro não quer que se investigue ninguém, principalmente os corruptos de estimação.

 

Tanto que na contramão da questionável agilidade e incomum rapidez para julgar o habeas corpus para manter Lula em Curitiba, o STF tem dezenas de inquéritos mofando nas gavetas há cinco, dez anos ou mais, envolvendo parlamentares investigados por corrupção como Renan Calheiros, Aécio Neves, Gleise Hoffmann, Paulo Pereira da Silva, José Serra e tantos outros.

 

São 237 deputados federais e senadores com inquéritos na alta corte, mas todos devidamente protegidos e não há a mínima vontade de julgá-los, ainda mais com a pressa que se registrou em relação ao habeas corpus de Lula. Bom lembrar que o ex-presidente já disse enfaticamente que “temos um STF acovardado!”.

 

Talvez seja por isso que ministros fazem de tudo para protegê-lo e, a todo custo, livrá-lo da cadeia. Fim dos tempos!!!