Tribunal acolhe tese da defesa é condena irmãos por lesão corporal

No chão, Melo continuou sendo agredido até a confusão ser cessada por populares

Em julgamento que terminou na noite de quinta-feira (8), o Tribunal do Júri de Marília acolheu uma das teses apresentadas pela defesa e condenou os irmãos Alex Júnior Planki e Anderson Ricardo Planki pelo crime de lesão corporal grave cometido contra Antonio Martins de Melo, ocorrido em 2015, em Vera Cruz (cerca de 15 quilômetros).

O promotor de Justiça, Rafael Abujamra, pediu aos jurados a condenação dos réus pelo crime de tentativa de homicídio qualificado (recurso que dificultou a defesa da vítima).

O advogado de Alex, Carlos Eduardo Thomé, solicitou que fosse acolhida a desclassificação para lesão corporal grave, enquanto o defensor de Anderson, Luiz Fernando Marques Gomes de Oliveira, sustentou a absolvição pela tese de negativa de autoria.

Por maioria de votos, os jurados acolheram a tese apresentada por Thomé, que beneficiou os dois réus.

O juiz da 1ª Vara Criminal, Luís Augusto da Silva Campoy, aplicou em Anderson a pena de três anos e seis meses, e em Alex de três anos de reclusão, ambas em regime aberto.

Crime – Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o crime ocorreu na madrugada do dia 3 de abril, por volta da 1h20, no cruzamento da avenida Paulista e rua João Serrano.

Acusados e vítima teriam tido uma discussão.

Os dois réus passaram a arremessar pedras contra o carro de Melo, que ao descer também foi atingido.

Caído no chão, ele continuou sendo agredido, até a confusão ser cessada por populares.

A vítima sofreu ferimentos graves na região da cabeça e teve perda permanente da audição do lado esquerdo.

Melo foi socorrido para o Hospital das Clínicas (HC) de Marília, onde permaneceu em coma por alguns dias e se recuperou das agressões.