Extrema rapidez para beneficiar Lula

Depois de um ano e quatro meses confortavelmente instalado em uma sala, improvisada de apartamento, na Polícia Federal de Curitiba, finalmente o criminoso condenado em terceira instância no caso do tríplex do Guarujá a 8 anos, 10 meses e 20 dias pelo Superior Tribunal de Justiça, Luiz Inácio Lula da Silva, deveria mudar de “casa”.

 

Ontem a juíza federal da operação Lava Jato em Curitiba, Carolina Lebbos, autorizou a transferência do ex-presidente para um presídio do interior paulista.

 

Ele iria para a penitenciária II de Tremembé.

 

Carolina Lebbos é responsável pela execução penal do petista, que cumpre pena na sede da Superintendência da, em Curitiba, desde abril de 2018.

 

Só que a defesa do ex-presidente criminoso e condenado recorreu batendo à porta do STF.


Com incrível rapidez e agilidade o pedido de habeas corpus para evitar a transferência de Lula para Tremembé foi julgado pelo plenário e, por maioria de 10 a 1 (comente o ministro Marco Aurélio votou contra) o STF decidiu que Lula fica em Curitiba até que a Suprema Corte julgue uma ação que questiona a atuação do ex-juiz Sergio Moro no processo que condenou Lula à prisão pelo caso do triplex em Guarujá.

 

A defesa quer que o Supremo decida por suspeição do ex-juiz e anule todo o processo, colocando Lula na rua. 


Lula foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito da Operação Lava Jato.

 

Ele cumpre pena em uma sala especial por sua condição de ex-presidente.

 

O pedido de transferência do petista foi feito pela Polícia Federal ainda em 2018.

 

A corporação argumentou que a prisão de Lula na superintendência gerou transtornos às funções da PF e também a moradores e estabelecimentos da região.

 

Um dos pontos citados pela PF foi a presença de "grupos antagônicos" nos arredores do local.

 

Já a defesa do ex-presidente solicitou que, caso a transferência fosse realizada, Lula fosse levado para São Paulo para uma instalação em condições semelhantes à sala onde ele cumpre pena em Curitiba.

 

A defesa também havia solicitado que a juíza aguardasse o julgamento de um habeas corpus de Lula que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

Ou seja, a cara equipe de advogados de Lula insiste nas mordomias que ele vem tendo no “AP” em Curitiba, mas a juíza Carolina Lebbos foi bem clara ao dizer disse que a lei não faz qualquer menção ao cumprimento da pena por ex-presidentes em sala de Estado Maior.


Alguns ministros do STF fazem de tudo há muito tempo para soltar o presidiário, mesmo condenado em terceira instância e também já condenado em outro processo, o do sítio de Atibaia, a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

O caso está no TRF-4, que deve decidir sobre a confirmação da pena (diminuir ou aumentar) no final deste mês ou início de setembro.

 

Aí vai ficar mesmo muito difícil soltar Lula.

 

A esperança da defesa é que a “bondosa” Segunda Turma do STF (onde estão Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski) julguem o habeas corpus de liberdade provisória de Lula ou anulem todo o processo, alegando suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, com base em material criminoso conseguido por hackers.

 

Só que o Supremo já está em verdadeira “saia justa” com críticas ácidas da população, pedidos de impeachment de ministros e até uma grande manifestação contra a corte marcada para o dia 25 de agosto.

 

Qualquer decisão em favor de Lula agora será o caos para o STF.