Sabotagem? Intoxicação alimentar atinge novamente atletas do MAC

Um membro da comissão técnica e 18 jogadores tiveram cólicas e diarreia ontem

 

Assim como havia acontecido no dia 11 de maio, véspera do jogo contra o Assisense, pela 5ª rodada da 1ª fase do Campeonato Paulista da 4ª Divisão (Sub-23), ontem (dia 18), boa parte dos jogadores do Marília Atlético Clube (MAC) voltou a ser atingido por intoxicação alimentar. Dessa vez, 18 atletas do elenco e o preparador físico Elton Bassi foram afetados com os sintomas de cólica e diarreia, assim como na primeira vez.

O problema fez com que o treinamento de ontem à tarde, no estádio Bento de Abreu, praticamente fosse cancelado, pois a maioria não tinha condições físicas. Mesmo assim, alguns atletas não afetados ainda fizeram um trabalho físico. O trabalho iria definir o time titular maqueano, para o jogo deste sábado (dia 20), às 15h, contra o Rio Branco, em Americana, pela 3ª rodada desta 2ª fase.

Ontem pela manhã, o lateral-direito Mateus Mima e o atacante Paulo Henrique “PH”, foram para o hospital tomar soro. No período da tarde, os que passaram por atendimento médico foram: zagueiro Gutierrez, o meia Everton “Tom Tom” e o atacante Dener. No episódio anterior da intoxicação, o médico anestesista Edson Rodrigues, que atendeu parte dos jogadores, havia dito que a principal suspeita era o uso de laxante. “Os atletas não tiveram náuseas e vômitos. Eles apresentaram apenas cólicas e diarreia, que são sintomas de inflamação no intestino e não no estômago. O que sugere o uso de laxante”.

Até o fechamento desta edição, nenhum médico havia se pronunciado sobre o caso. Os jogadores maqueanos falaram ontem à tarde, que os sintomas são os mesmos da primeira vez, ou seja, não houve ninguém com náusea ou vomitando, apenas cólica e diarreia. “Os jogadores que se alimentaram aqui (no clube) ontem (quarta-feira) estão passando mal, com diarreia. Não sabemos qual alimento causou isso, acredito que será investigado pela diretoria. Da primeira vez não fui atingido, mas agora não consegui escapar. Os sintomas são os mesmos de maio, somente cólica e diarreia”, explicou o centroavante João Féres.

O técnico Ricardo Costa disse que não iria se pronunciar sobre o assunto. A diretoria maqueana também avisou que não iria se manifestar sobre o episódio. Em maio, após o ocorrido, a atitude dos dirigentes foi de reforçar o monitoramento com câmeras nos alojamentos, cozinha e sala, além da restrição de pessoas que não fazem parte do clube dentro desses lugares. Porém, não foi encontrado o culpado pelo suposto uso de laxante na refeição e nenhum funcionário foi demitido ou afastado.

Apesar do fato ter se repetido, a programação para a partida deste fim de semana, continua. Hoje, às 9h, acontece um treino no Abreuzão e após o almoço ocorre a viagem para Limeira, onde a delegação ficará até o dia do jogo.

Os 19 jogadores afetados pela intoxicação alimentar foram: os goleiros Geílson e Lyon; os zagueiros Brunão, Gutierrez, Raphael e Guilherme Café; os laterais Mateus Mima e Lucas Praxedes; o volante Hebert, os meias Ícaro, Everton “Tom Tom” e João More; e os atacantes Erik Bessa, Paulo Henrique “PH”, Lucas Lima, Dorival, Dener e João Féres.