MP pede prisão preventiva de prefeito/médico acusado de abusar de pacientes no Ceará

Após divulgação dos abusos Hilson foi afastado da prefeitura, expulso do partido e suspenso das atividades de médico

O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu à Justiça, ontem (17), a prisão preventiva do médico José Hilson de Paiva, prefeito afastado de Uruburetama. 

 

O prefeito/médico é acusado e investigado por crimes contra a dignidade sexual.


De acordo com a Promotoria de Justiça de Uruburetama, o medico pode comprometer as investigações por sua "influência no município e no meio político".

 

O pedido de prisão foi divulgado pelo órgão nesta quinta-feira (18) e confirma a preventiva feita pela Polícia Civil. 

 

Mais de 60 vídeos de consultas ginecológicas em que José Hilson aparece abusando das pacientes foram entregues à justiça.

 

O próprio Hilson teria feito as gravações sem o consentimento das pacientes.


O Conselho Regional de Medicina do Ceará  suspendeu o direito do médico exercer a profissão por seis meses.

 

A Câmara dos vereadores de Uruburetama votou e também afastou o prefeito/médico do cargo por 90 dias, na sessão da última segunda-feira(15).

 

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) afirmou, também, na segunda-feira, que expulsou da sigla o médico e prefeito José Hilson de Paiva.


O advogado Leandro Vasques, que representa o médico, disse que o pedido é desnecessário porque Hilson está em um local conhecido pelas autoridades e que "os pré-requisitos da prisão preventiva não se verificam no caso".

 

Vasques diz que os fatos são antigos e que foram praticados antes de o prefeito estar na atual gestão. 


Segundo o MPCE, mesmo afastado das funções de prefeito e médico, José Hilson de Paiva, pode "coagir, constranger, ameaçar, corromper, enfim, praticar atos tendentes a comprometer a investigação do Ministério Público e da Polícia Civil".