EDITORIAL: Vitória retumbante

O governo já tinha certeza da vitória na votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados.

 

Só não sabia como seria o placar final.

 

Mas conseguiu muito mais votos do que o necessário pela aprovação do projeto: 379 a favor e 131 contra.

 

Lógico que já se sabia dos votos contrários dos partidos de oposição, principalmente dos radicais PT, PSol e PCdoB.

 

Parlamentares desses partidos não discutem o que é bom para a sociedade brasileira, já que a filosofia deles é de ser contra, não importando contra quem.

 

Mesmo que seja contra o desenvolvimento do País, já que a eles interessa apenas atrapalhar o governo para tentar voltar ao poder, mesmo tendo destruído a economia do País durante o governo do PT.


Mas houve racha em outros partidos que fazem oposição ao governo.

 

A votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados opôs parlamentares e direções partidárias, abrindo caminho para expulsões de dissidentes.

 

Ao menos três siglas que fecharam questão sobre o tema (PDT, PSB e PSDB) terão que lidar com insurgências internas.

 

Só no PDT, dos 28 deputados, 8 votaram a favor da reforma, indo contra o que determinou o presidente do partido Carlos Lupi.

 

"Ser de esquerda não pode significar que vamos ser contra um projeto que de fato pode tornar o Brasil mais inclusivo e desenvolvido", declarou a deputada Tabata Amaral.


Processo semelhante se desenrolou no PSB, que também fechou questão contra o texto, mas viu surgir um grupo de rebeldes.

 

Dos 32 deputados presentes, 11 deram apoio ao projeto.

 

Principal porta-voz da ala, Felipe Rigoni (ES) disse que correria o risco de ser defenestrado.

 

Por convicção.


Ainda há uma tramitação a ser seguida, mas os votos são favas contadas pró governo de Jair Bolsonaro.

 

A análise dos destaques apresentados pelos partidos para alterar pontos específicos da proposta é necessária para concluir o primeiro turno de votação, antes de ser feita uma segunda análise do texto no plenário.

 

Só após o segundo turno a matéria pode ser encaminhada para análise do Senado.

 

Se sofrer alteração no texto o projeto deve voltar para a Câmara dos Deputados.

 

Mas a vitória está bem encaminhada pelo governo.


A reforma da Previdência é considerada uma das principais apostas da equipe econômica para sanear as contas públicas.

 

O mercado reagiu bem com a aprovação no plenário da Câmara, tanto que a Bolsa de Valores registrou alta e o dólar caiu.

 

Antes do anúncio do resultado da votação do texto-base, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), deixou a mesa e foi à tribuna para discursar.

 

Ele defendeu a reforma e a democracia.

 

Ficou emocionado, chorou depois quando voltou à mesa diretora.

 

Mas para muitos parlamentares foram “lágrimas de crocodilo”.

 

Afinal, ele faz parte do chamado centrão, o grupo de deputados que mais atrapalhou a tramitação do projeto e exigiu muitas negociatas para votar a reforma.

 

Contudo, o primeiro passo já foi dado.

 

Vitória do governo, derrota acachapante da oposição!