EDITORIAL: Moro, insuspeito!

Por mais que a oposição esperneie e invente histórias mal contadas e hackeadas, dificilmente vai conseguir que o Supremo Tribunal Federal julgue e condene o ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro por suspeição.

 

Está ficando cada vez mais evidente a armação do PT e PSol, com ajuda do pseudojornalista norte-americano Glenn Greenwald (o Verdevaldo, como vem sendo chamado nas redes sociais) na contratação de hackers para invadir celulares de procuradores federais.

 

Verdevaldo é “marido” do deputado federal David Miranda, do PSol.


Além disso, as mensagens publicadas pelo site The Intercept Brasil, Folha de S. Paulo e revista Veja, têm clara adulteração e montagem para tentar atingir o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol com objetivo claro de beneficiar o criminoso Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na Polícia Federal de Curitiba, já condenado em terceira instância.

 

PT e PSol querem a anulação do processo que condenou Lula no caso do tríplex do Guarujá, apesar de todas as evidências e provas, principalmente com a delação feita pelo empreiteiro Léo Pinheiro da OAS.


Os últimos vazamentos de mensagens trocadas entre a Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro tendem a aprofundar a cisão que já existe no Supremo.

 

Há uma ala da corte que, a despeito de críticas emitidas por colegas, está disposta a sustentar todas as medidas da autoproclamada “república de Curitiba”.

 

Esse grupo de ministros só admite mudar de posição caso haja “algo grave, como uma prova fraudada ou algum tipo de armação maliciosa”, o que não viu até agora.

 

Os ministros que falam em defesa da operação e de Moro dizem que a Lava Jato conseguiu colecionar a antipatia de grupos opostos, unindo interesses de diferentes espectros da política contra sua atuação.


A oposição e advogados de Luiz Inácio Lula da Silva apostam na dobradinha Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski para tentar mudar o jogo no Supremo Tribunal Federal.

 

A corte está em recesso e só voltará a se reunir em agosto, mas sequer consta da pauta a suspeição de Sérgio Moro.

 

O presidente do STF, ministro Dias Tóffoli, já afirmou que o assunto não entrará na pauta do plenário e que deve ser decidido mesmo na Segunda Turma.

 

Com votação em plenário a derrota será certa, mas os advogados têm esperança se o caso ficar mesmo com a Segunda Turma, onde estão os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que se notabilizaram na defesa de bandidos e políticos corruptos.

 

Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia já deixaram claro que não veem suspeição na decisão do ex-juiz Sérgio Moro que condenou Lula e são contra também soltar o ex-presidente.

 

Fica a dúvida em relação ao voto do decano ministro Celso de Mello.

 

Mas qualquer decisão que favoreça Lula será a desmoralização total do Supremo Tribunal Federal, que poderá inclusive desencadear manifestações contra a corte, nas ruas e nas redes sociais.