EDITORIAL: Pesquisa e realidade

Os institutos de pesquisas estão desmoralizados já faz tempo e todo mundo sabe da manipulação de dados, sempre de acordo com quem paga as pesquisas ou interesses políticos e econômicos.

 

Talvez seja este último o caso do instituto Datafolha.

 

Segundo pesquisa feita na semana passada e divulgada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo e o site UOL, Bolsonaro se mantém como o presidente em primeiro mandato com a pior avaliação a esta altura do governo desde Fernando Collor de Mello, em 1990.


Para o Datafolha a pesquisa indica a consolidação de uma divisão política do país após seis meses do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

 

O Brasil está rachado em três. Para 33%, o presidente faz um trabalho ótimo ou bom.

 

Para 31%, regular, e para outros 33%, ruim ou péssimo.

 

Com variações mínimas, é o mesmo cenário que se desenhou três meses atrás, no mais recente levantamento do instituto.


Mas os números apresentados pelo Datafolha parecem contraditórios diante das manifestações de apoio que o governo tem recebido do povo nas ruas e também nas redes sociais.


Além de ser estranho é muita cara de pau do jornal Folha de S. Paulo apresentar uma pesquisa em que o presidente Jair Bolsonaro aparece rejeitado pela maioria da população.

 

Acontece que o jornal não inspira confiança e isso reflete no instituto Datafolha que é do mesmo grupo. Afinal de contas, são seis meses de noticiário contra o governo em descarada campanha ao lado da oposição, até mesmo distorcendo os fatos, chegando ao cúmulo de se associar ao site The Intercept Brasil, comandado por um pseudojornalista norte-americano, Glenn Greenwald, totalmente desmoralizado por suas ligações extremas com o PT e PSol, os partidos que, além de promover críticas constantes ao governo de Bolsonaro, também lutam desesperadamente para tentar tirar o ex-presidente criminoso Luiz Inácio Lula da Silva da cadeia.


Sendo assim, é mesmo de se duvidar dos números apresentados pelo Datafolha.


Ao apresentar a pesquisa, Folha de S. Paulo e UOL se enveredam pelo caminho das críticas ao governo, fugindo do mérito dos números.

 

Segundo a Folha e UOL, de abril para cá, houve duas manifestações de rua convocadas por bolsonaristas em apoio ao governo.

 

Na mais recente, no domingo retrasado (30), a motivação central era a defesa do ministro da Justiça, Sergio Moro, acossado pelas revelações de conversas com procuradores da Lava Jato quando era juiz.

 

No Congresso, o presidente segue sem base de apoio fixa. Conseguiu, após concessões, ver o relatório de sua reforma da Previdência aprovado em comissão na Câmara na semana passada, mas a tramitação ainda enfrentará obstáculos.


A estabilização de Bolsonaro (diz o jornal) sugere um piso de seu eleitorado.

 

Menor do que aquele que o elegeu no segundo turno em 2018.

 

Na mão inversa, vem caindo a expectativa positiva em relação a seu governo.


Parece mesmo que quem está na mão inversa é o jornal e o Datafolha, cada vez mais desmoralizados e desacreditados, sofrendo inclusive violenta campanha nas redes sociais para que os leitores cortem suas assinaturas.

 

O que também acontece em relação à revista Veja!


Prova maior do apoio que o presidente Bolsonaro tem da população são suas aparições públicas, como aconteceu nos estádios de Brasília e Maracanã em jogos da seleção, onde foi ovacionado e aplaudido.

 

E Bolsonaro sequer está preocupado com Folha, UOL, Datafolha, Veja, Globo, The Intercept Brasil...