EDITORIAL: O circo da oposição

Nem precisava, mas o ministro da Justiça Sérgio Moro, foi à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados na terça-feira à tarde para falar, mais uma vez, sobre vazamentos de possíveis conversas entre ele e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

 

Isso Moro já tinha feito no Senado Federal.

 

Mas fica evidente o ranço da oposição formada principalmente pelo PT e PSol na saga para tentar anular as condenações do ex-presidente chefe da quadrilha que arrasou com a Petrobras, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Eles não desistem da fracassada campanha “Lula livre”!


O ministro Sérgio Moro foi atacado por vários parlamentares do PT e PSol e até xingado, todos se escondendo e se valendo da imunidade parlamentar.

 

Mas o ministro manteve-se calmo, inabalável e até demonstrou ironia em várias respostas, deixando os esquerdopatas ainda mais irritados.

 

Estranho é que os deputados mais exaltados foram exatamente aqueles que são investigados na operação Lava Jato e, mais cedo ou mais tarde, serão também condenados.

 

É o caso da presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, investigada junto com o marido e ex-ministro petista Paulo Bernardo.

                               

Em sua manifestação inicial na CCJ, Moro afirmou que "alguém com muitos recursos" está por trás dos ataques hackers aos celulares de procuradores que deram origem às mensagens reveladas pelo Intercept, e que acompanha as investigações da Polícia Federal como vítima.


"Minha suspeita é que alguém que ainda não foi atingido (pela Lava Jato) esteja por trás dessa movimentação criminosa", disse, em referência ao vazamento das mensagens.


A sessão foi marcada por uma série de troca de ofensas entre o PSL e o PT.

 

Puxados pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, os governistas levantavam cartazes com provocações aos petistas. 


Enquanto o líder do PT, Paulo Pimenta, e a deputada Maria do Rosário falavam, os deputados do PSL ergueram papéis sulfites que traziam as palavras “montanha” e “solução”, numa referência a supostos apelidos dos petistas nas planilhas da Odebrecht.

 

Ou seja, esses deputados têm rabos presos e estão sendo investigados, por isso atacaram Sérgio Moro e querem até mesmo instalar CPI na Câmara investigar o ministro.

 

Mas isso, certamente, não conseguirão, porque não têm maioria.


O ministro voltou a citar artigo de Matthew Stephenson, professor de direito em Harvard, cujo título é “O Incrível Escândalo que Encolheu? Novas Reflexões sobre o Vazamento da Lava Jato”.

 

O texto, publicado no blog Global Anticorruption, Stephenson, elenca motivos pelos quais mudou de opinião sobre a série de reportagens do Intercept.


O desespero e o baixo nível da oposição fez com que a audiência na CCJ fosse encerrada.

 

O ministro foi chamado de "juiz ladrão" pelo deputado Glauber Braga (PSO), o que causou reação de parlamentares da base governista e deu início ao tumulto.


Com muita classe, o ministro destruiu os argumentos toscos dos parlamentares do PT e PSol.

 

Moro classificou o vazamento das mensagens de "escândalo fake já afundado ou afundando”, "um balão vazio”, e criticou o site Intercept Brasil.

 

Disse ter ficado com a impressão de que o veículo queria que fosse ordenada uma busca e apreensão.

 

“Talvez para aparentar uma espécie de vítima, um mártir da imprensa ou coisa parecida”, afirmou.

 

Na verdade, o pseudo-jornalista Glenn Greenwald prometeu uma bomba H com o material conseguido pelo hackers, mas não passou de um traque.

 

Ou o tiro pela culatra!


As manifestações do último domingo deixaram bem claro que o ministro Sérgio Moro goza de muita confiança do povo brasileiro e que está no caminho certo, como também a operação Lava Jato, que deverá condenar Lula em outros processos e também os políticos já investigados pela violenta corrupção que detonou a Petrobras e construtoras como a Odebrecht e a OAS.