EDITORIAL: Suprema vergonha!

Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal insistem em envergonhar a Nação, agindo descaradamente em favor de corruptos e criminosos do colarinho branco.

 

Ainda bem que tem o outro lado da banda podre, com ministros sensatos, gabaritados e boa índole.


A tosca jogadinha do ministro Gilmar Mendes para tentar soltar o criminoso Luiz Inácio Lula da Silva foi por água abaixo na sessão da Segunda Turma na terça-feira.

 

Mesmo fazendo “tabelinha” com o advogado Cristiano Zanin, que faz a defesa de Lula, e ainda a preciosa ajuda do ministro Ricardo Lewandowski, o tiro saiu pela culatra, diante da derrota por 3 a 2 e o chefão da quadrilha petista vai continuar preso na cela especial da Polícia Federal em Curitiba.


Tinha até “galera” petista já comemorando e não faltaram outros investigados na operação Lava Jato na sessão do STF.

 

Lá estavam os senadores Jacques Wagner e Humberto Costa e os deputados Paulo Pimenta e Gleisi Hoffmann (presidente do PT), além do ex-senador Jorge Viana e o ex-deputado federal Wadih Damous.

 

Saíram todos bicudos e maldizendo o ministro Sérgio Moro, pois queriam que os ministros aceitassem a tese de suspeição do ex-juiz federal, considerado por eles como “perseguidor” de Lula.

 

Estranho é que não vem à baila a questão da roubalheira que deixou Lula milionário, tanto que já foi condenado em dois processos por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.


Ainda bem que para fazer valer a justiça e não sujar completamente o STF, prevaleceu a seriedade e bom senso dos ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia (presidente da Segunda Turma) e o decano Celso de Mello, que foi o fiel da balança nesse julgamento.

 

Ele foi contra soltar o ex-presidente, mas decidiu por votar o mérito no caso de possível suspeição de Sérgio Moro, o que só deverá acontecer no segundo semestre, ainda sem data marcada para o julgamento.


Cármen Lúcia veio para a Segunda Turma do STF em lugar do ministro Dias Toffoli, que foi para a presidência da corte.

 

Se Toffoli ainda estivesse na turma, certamente o resultado seria outro e estaria garantida a soltura do presidiário, já que ele sempre formou o “trio de ferro” com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

 

Na época a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal ficou conhecida por soltar bandidões da alta classe, políticos e empresários corruptos do alto escalão.

 

Aliás, o STF não condena ninguém já faz muito tempo!


Gilmar Mendes inclusive tem dezenas de pedidos de impeachment encalhados no Senado Federal, tendo sido protegido pelo ex-presidente da casa Renan Calheiros (MDB), que tem onze processos no STF e pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM), também investigado.


Ricardo Lewandowski, todo mundo sabe, era muito amigo da ex-primeira dama dona Marisa Letícia, que foi quem o indicou para que fosse nomeado ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Ele tem gratidão eterna a Lula e ao PT. Tanto que “rasgou” a Constituição numa manobra com o então presidente do Senado, Renan Calheiros, para salvar os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment.

 

A exemplo do que tinha já acontecido com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, Dilma deveria ter os direitos políticos cassados por oito anos.

 

A atuação de alguns ministros envergonham e jogam lama na justiça, colocando o STF hoje como o órgão mais rejeitado e desacreditado do País.


Isso tudo vai ter reflexos nas manifestações do próximo domingo por todo o País, com apoio ao governo de Jair Bolsonaro, ao ministro da Justiça Sérgio Moro e contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Quem procura... acha!